Elon Musk fala em fusão entre SpaceX e Tesla; ações da empresa de foguetes decolam

A fabricante de foguetes, que também reúne negócios de inteligência artificial, lucrou US$ 4,4 bilhões no 3T26.

Publicado em 20/10/2026 às 19:39h - Atualizado em 20/10/2026 às 19:40h Publicado em 20/10/2026 às 19:39h Atualizado em 20/10/2026 às 19:40h por Lucas Simões
O homem mais rico do mundo propõe a união de suas empresas (Imagem: Shutterstock)
O homem mais rico do mundo propõe a união de suas empresas (Imagem: Shutterstock)
As ações da SpaceX (SPCX), negociadas na bolsa de tecnologia americana Nasdaq, saltavam quase +7% no pregão estendido nesta terça-feira (20), angariando capitalização superior a US$ 2 trilhões. Tamanha euforia tomou conta dos investidores, não apenas pelos resultados fortes registrados no terceiro trimestre do ano (3T26), como também pelo anúncio ambicioso do empresário Elon Musk.
O homem mais rico do mundo propôs simplesmente a fusão da SpaceX, sua fabricante de foguetes, com a sua outra gigante, a montadora de veículos elétricos Tesla (TSLA), cujo valor de mercado atual é de quase US$ 1,5 trilhão e ainda integrante do seleto grupo das Sete Magníficas (Apple, Amazon, Google, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla). 
Durante a teleconferência de resultados, Musk disse que seria uma “boa ideia” unir SpaceX e Tesla sob um único guarda-chuva, acrescentando que os conselhos de administração de ambas as empresas formaram comitês especiais para discutir uma fusão.
Vale destacar que a SpaceX, que reúne negócios de foguetes, ferramentas de IA (inteligência artificial) e até a rede social X (antigo Twitter), registrou lucro líquido de US$ 4,4 bilhões no 3T26, revertendo o prejuízo de US$ 1,05 bilhão obtido um ano antes. 
Em termos de receita, a SpaceX teve saldo de US$ 14,58 bilhões no 3T26, superando com folga as estimativas de US$ 12,72 bilhões em consenso de analistas de Wall Street. Inclusive, o diretor financeiro da companhia, Bret Johnsen, comentou na teleconferência que o guidance para o primeiro trimestre de 2027 é de receitas na faixa entre US$ 33 bilhões e US$ 37 bilhões, muito além das projeções do mercado de US$ 22,2 bilhões. 
Apesar de o lançamento de foguetes chamar muito mais a atenção dos investidores, na verdade, são os negócios do segmento de conectividade da SpaceX, que consiste em seu serviço de internet via satélite Starlink, que sustentam o lucro bilionário. 
Só a base de assinantes da Starlink cresceu para 13,6 milhões no trimestre, ante 12 milhões no período anterior. Para se ter ideia, o serviço é capaz de fornecer internet com elevada velocidade em lugares bastante remotos no planeta Terra, como, por exemplo, os rincões da Floresta Amazônica.

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