Bitcoin (BTC) salta aos US$ 81 mil após dados fracos de emprego nos EUA
Após cair abaixo de US$ 77 mil, a criptomoeda reagiu e ultrapassou US$ 81 mil no início da tarde, deixando o patamar de US$ 78 mil.
O dólar cai forte nesta quinta-feira (23), com os investidores reagindo ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Fórum Econômico Mundial, em Davos.
💵A moeda já havia cedido 1,40% na véspera, para R$ 5,95. Contudo, operava com instabilidade no início do dia. Só virou de vez para a queda depois da fala de Trump em Davos.
O dólar chegou a tocar em R$ 5,87 após o discurso, o menor valor intradiário desde 12 de dezembro do ano passado. Às 15h45, caía 0,73%, aos R$ 5,89.
Em Davos, Trump disse que pedirá que a Arábia Saudita e a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduzam o preço do petróleo. E afirmou que, depois disso, exigirá a queda imediata da taxa de juros americana.
🗣️ "Com a queda dos preços do petróleo, exigirei que a taxa de juros caia imediatamente. Na verdade, elas deveriam estar caindo em todo o mundo", declarou.
Trump também afirmou que agirá rapidamente para consertar o que chamou de "caos econômico causado pelas políticas que fracassaram da última administração".
Ele voltou a dizer que colocará todo o seu governo para "derrotar a inflação e o custo de vida diário". E lembrou que declarou emergência energética para aumentar a produção americana de petróleo e, assim, reduzir o custo da energia.
Diante da perspectiva de uma maior produção, os preços internacionais do petróleo também caem nesta quinta-feira (23).
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O presidente dos Estados Unidos também manteve um tom cauteloso em relação às tarifas comerciais defendidas durante a eleição.
Trump voltou a dizer que vai taxar os produtos importados pelos Estados Unidos, mas não disse quando essas tarifas vão entrar em vigor.
A moderação na política comercial americana também ajuda a tirar pressão do dólar. Afinal, as tarifas defendidas por Trump tendem a elevar os preços dos produtos importados pelos Estados Unidos, pressionando a inflação e os juros americanos.
A percepção de que os juros americanos podem não ser tão pressionados no governo Trump favorece moedas emergentes como o real. Afinal, a queda da taxa reduz a atratividade dos títulos do Tesouro americano, fazendo com que os investidores transfiram dinheiro dos Estados Unidos para outros locais.
🪙 Já o Bitcoin (BTC) sobe na esteira da fala de Trump em Davos. Isso porque o presidente americano disse que os setores de criptomoedas e IA (Inteligência Artificial) terão "a maior desregulação da história" no seu governo.
O token voltou a ultrapassar a marca dos US$ 105 mil após essa declaração. Às 15h45, subia 1,36% e era negociado a US$ 105,3 mil.
Após cair abaixo de US$ 77 mil, a criptomoeda reagiu e ultrapassou US$ 81 mil no início da tarde, deixando o patamar de US$ 78 mil.
Com a disparada do Bitcoin, o investidor insistiu por anos em contatar a antiga gestão para reaver seus fundos.
Após o novo aporte, a empresa de Michael Saylor atinge 845.050 bitcoins sob custódia, somando cerca de US$ 66,1 bilhões.
A criptomoeda acumulou alta de 24,8% em uma semana, desempenho entre os 1% maiores desde 2020, segundo a Binance Research.
Apesar da alta expressiva no curtíssimo prazo, a criptomoeda acumula perda de -75% desde o seu pico.
A criptomoeda subiu 4,36% no mês, mas ainda acumula uma baixa de 32,69% em 2026.
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
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