Moro critica Copel (CPLE6) privatizada e descarta vender Sanepar (SAPR11)
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
💰As ações da Copel (CPLE6) ganharam novo fôlego com a atualização de projeções feita pelo Bradesco BBI.
O banco revisou o preço-alvo da companhia para R$ 15 até o fim de 2025 — alta potencial de 13,4% frente ao último fechamento.
A nova estimativa considera os resultados operacionais do segundo trimestre de 2025 (2T25) e, principalmente, a expectativa sobre a revisão tarifária prevista para junho de 2026.
Para o ano fiscal de 2026, o Bradesco BBI estima um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 7,3 bilhões, o que representa avanço de 32% na comparação anual.
Para 2027, a projeção sobe para R$ 8 bilhões — crescimento de mais 8%.
A casa também prevê que o lucro líquido da empresa supere o consenso do mercado em 17% para 2026 e em 10% para o ano seguinte.
Segundo os analistas, a expectativa positiva é impulsionada, principalmente, pela “nossa estimativa mais alta sobre a revisão tarifária de junho de 2026, que impactará a geração de fluxo de caixa, a alavancagem e os dividendos”.
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O ponto mais atrativo para os investidores, porém, está nos dividendos. O crescimento da geração de caixa previsto para os próximos anos pode levar a Copel a elevar significativamente o pagamento de proventos.
Isso seria necessário para que a empresa alcance sua meta de alavancagem, com dívida líquida equivalente a 2,8 vezes o Ebitda.
Na avaliação do BBI, essa estratégia deve gerar um rendimento médio de 10% ao ano em dividendos entre 2025 e 2027 — o equivalente a 30% do valor de mercado atual da companhia pagos aos acionistas em três anos.
💲 Com base nessas novas projeções, o banco aponta que as ações da Copel estão sendo negociadas a uma taxa interna de retorno (TIR) real implícita de 10,3%, reforçando a tese de que o papel oferece um bom custo-benefício para quem busca retorno com proventos consistentes.
"A privatização serve para ter um serviço mais eficiente. O serviço que a Copel hoje presta aos paranaenses não é mais eficiente", afirmou Moro.
A empresa fechou junho com dívida/Ebitda de 2,9x, nível visto pela gestão como ideal nos novos parâmetros de capital do ano.
A Copel informou que a renegociação ajusta o cronograma de desembolsos das concessões de geração, garantindo o equilíbrio do projeto.
A elétrica renovou seu programa de recompra com autorização para adquirir até 285,5 milhões de ações ordinárias na B3 até 2027.
O banco elevou o preço-alvo da ação de R$ 14 para R$ 18 e manteve recomendação de compra.
Mudança pode atrair fluxo relevante de investidores estrangeiros para ações de energia.
Migração para o Novo Mercado impulsiona número de acionistas da estatal.
Além dos pagamentos efetivos, duas empresas definem datas de corte para dividendos ao longo da semana.
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