Bancos puxam recuperação do IBOV pós-Flávio, mas BBAS3 fica travado.
Ações do Banco do Brasil (BBAS3) não deslancharam com divulgação dos resultados do 1T26.
Depois de cortar mais uma vez as suas projeções de lucro, o Banco do Brasil (BBAS3) indicou que uma nova revisão do payout não está no radar.
O BB pretende distribuir 30% do lucro líquido deste ano aos acionistas, sob a forma de dividendos e/ou JCP (Juros sobre o Capital Próprio), e indicou que vai manter esse patamar em 2026.
🗣️ "Continuaremos mantendo uma política de payout de 30% ao longo do ano que vem", afirmou o CFO do BB, Geovanne Tobias, nesta quarta-feira (13).
Ele explicou que a base de capital da instituição pode seguir pressionada no próximo ano, por causa de mudanças regulatórias. Por isso, disse que o banco optou por ser "conservador".
💡 Ainda assim, não descartou a possibilidade de o Banco do Brasil pagar dividendos extraordinários e ultrapassar esse payout em 2026, caso haja condições para isso. Ou seja, caso consiga reduzir a inadimplência no agronegócio e melhorar os seus resultados.
"A depender do quanto consigamos renegociar [em dívidas rurais], reforçar o capital e retomar o resultado recorrente do banco, nós podemos até falar de pagamento de dividendos extraordinários. Mas, por enquanto, nossa política vai ser essa: 30% de payout", afirmou Tobias.
Em entrevista, o CFO destacou ainda que a decisão sobre os dividendos extraordinários deve ser tomada apenas no final de 2026, pois vai depender do desempenho do banco no próximo ano e também das perspectivas para 2027.
💲 O payout de 30% é o menor já apresentado pelo Banco do Brasil em anos.
De acordo com dados do Investidor10, a última vez que a instituição entregou um payout próximo disso foi em 2020, quando 31,84% do lucro líquido anual foi distribuído aos acionistas.
Depois disso, o Banco do Brasil passou a trabalhar com um payout de 40% e até elevou essa meta para 45% em 2024.
Neste ano, o banco pretendia distribuir de 40% a 45% do lucro líquido aos acionistas. Contudo, reduziu o payout para 30% em agosto, depois que viu seu lucro despencar devido ao aumento da inadimplência do agronegócio e das provisões.
Geovanne Tobias disse nesta quarta-feira (13) que a redução foi "acertada" diante desse cenário e, por isso, deve ser mantida em 2026.
O CFO deu dicas sobre o que esperar dos próximos dividendos do Banco do Brasil na apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2025.
A instituição teve um lucro líquido de R$ 3,78 bilhões no terceiro trimestre, 60,2% menor que o do mesmo período de 2024. Veja aqui os detalhes do balanço.
Por isso, reviu novamente as suas projeções para 2025, passando a prever um lucro menor e maiores despesas com provisões. Confira o novo guidance.
Ainda assim, o BB aprovou o pagamento de R$ 410 milhões em JCP (Juros sobre o Capital Próprio) relativos ao terceiro trimestre. Veja como ter direito ao provento.
Ações do Banco do Brasil (BBAS3) não deslancharam com divulgação dos resultados do 1T26.
Com uma queda de 53% na base anual, e o guidance revisado para baixo, o espaço para proventos extras desapareceu, segundo o CFO do banco.
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Com ROE de 7,3% no período, o Banco do Brasil fica abaixo dos pares, pressionado pela inadimplência no setor agropecuário.
Somados aos R$ 400 milhões já pagos na última segunda-feira (11), o banco distribui R$ 866 milhões em proventos do 1T26.
O banco irá divulgar seus números do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira (13).
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