Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,6 bilhões no 1T26, queda de 7,2% (mesmo com petróleo caro)
Petroleira entrega geração de caixa operacional de US$ 44 bilhões no período, com níveis recordes de produção.
Mesmo depois do lucro bilionário reportado no primeiro trimestre, as ações da Petrobras (PETR4) tiveram um dia de forte queda na bolsa de valores nesta terça-feira (12). Por volta das 11h, os papéis ordinários recuavam cerca de 1,9% na B3, cotados a R$ 45,55. Já os preferenciais registravam uma perda ainda maior, de 2,1%, deixando o patamar dos R$ 50.
O mesmo movimento era visto nos Estados Unidos, onde são negociados os ADRs da petrolífera brasileira. Na New York Stock Exchange (NYSE), os ativos caíam 1,7%, com os papéis negociados a US$ 20,40, conforme dados da bolsa norte-americana.
A reação negativa do mercado veio após a divulgação do balanço trimestral da companhia, publicada na noite anterior. No 1T26, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,6 bilhões. Apesar disso, parte dos analistas enxergou fragilidades em outros indicadores financeiros da estatal. Foi o caso do BTG Pactual, que destacou um Ebitda abaixo das expectativas.
“O EBITDA ficou abaixo das expectativas em US$ 11,7 bilhões, devido a um atraso na captura de preços mais altos do petróleo nos volumes de exportação”, explicaram os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha. “Embora o Brent tenha subido 27% na comparação trimestral e a produção tenha crescido 3%, as receitas e o EBITDA do E&P avançaram apenas 12% e 9%, respectivamente”.
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Já o Bradesco BBI manteve recomendação neutra para os papéis, apontando um cenário ainda desafiador para a companhia, principalmente em relação ao preço internacional do petróleo e aos riscos geopolíticos envolvendo o Estreito de Ormuz.
“Mantemos recomendação neutra para Petrobras, com preço-alvo de R$ 50 por ação, o que implica potencial de alta de 8%, dado o espaço limitado para valorização sob nossa premissa de longo prazo de Brent a US$ 70/barril e a expectativa de maior volatilidade das ações à frente do processo eleitoral no Brasil. A eventual reabertura do Estreito de Ormuz também tende a ser um vetor negativo para ações do setor”, destacaram os analistas.
A Petrobras também aproveitou a divulgação do balanço para anunciar a aprovação de R$ 9 bilhões em dividendos aos acionistas. O montante corresponde ao exercício de 2026 e equivale a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial em circulação.
Os pagamentos serão realizados em duas parcelas iguais, previstas para os dias 20 de agosto e 21 de setembro de 2026. Para ter direito aos proventos, os investidores precisarão manter as ações em carteira ao final do pregão de 1º de junho, conforme informou a estatal.
Petroleira entrega geração de caixa operacional de US$ 44 bilhões no período, com níveis recordes de produção.
Proventos serão distribuídos na forma de juros sobre o capital próprio (JCP) em duas parcelas.
A petroleira estatal deve publicar seus números após o fechamento do pregão, trazendo detalhes sobre a distribuição de proventos.
Os investidores estão de olho no balanço do 1T26 da empresa e também nos dividendos.
O volume supera a marca histórica anterior, de 373 milhões de litros.
A companhia foi notificada pela ANP em 30 de abril de 2026.
Os preços subiram 19,2%, no dia em que mais uma plataforma entrou em operação no pré-sal.
Para a XP, a estatal vai apresentar resultados sólidos e reforçar a os dividendos no 1T26.
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