Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bi e reduz dívida em R$ 8,8 bi no ano
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
Dona de aproximadamente 4% da Vale (VALE3), a Cosan (CSAN3) pretende manter a sua participação na mineradora, ao menos no curto prazo.
A venda da fatia da Cosan na Vale foi cogitada recentemente, como uma forma de reduzir o seu endividamento. Contudo, foi descartada momentaneamente pelo presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan, Rubens Ometto.
🗣️ "Somos investidores de longo prazo e estamos felizes [com o investimento]. Não temos interesse em flipar [vender] as ações no curto prazo", disse Ometto, em entrevista publicada pelo "Valor Econômico" nesta quarta-feira (16).
O empresário ainda mostrou confiança de que a Vale estará sujeita a menos ruídos agora que tem um novo presidente.
Ele admitiu que o ex-CEO da Vale, Eduardo Bartolomeo, tinha uma relação difícil com o governo federal. Mas avalia que o seu sucessor, Gustavo Pimenta, pode construir uma ponte com o governo e está qualificado para tocar os projetos que já estão em curso na Vale.
Melhorar a relação com o governo é, por sinal, uma das prioridades do novo CEO da Vale. Veja aqui o que Gustavo Pimenta apontou como metas na primeira conversa com o mercado.
Leia também: Vale (VALE3): Produção forte vai salvar o balanço do 3º tri?
💲 Rubens Ometto admitiu, no entanto, que a Cosan avalia formas de reduzir o seu endividamento, a partir da gestão dos seus negócios. Isso porque a empresa não pretende recorrer ao mercado de capitais neste momento de juros altos.
Além de acionista da Vale, o Grupo Cosan é sócio da Raízen (RAIZ4) e controlador da Moove, Compass, Radar e Rumo (RAIL3). No segundo trimestre deste ano, no entanto, a holding tinha uma dívida bruta de R$ 25,3 bilhões.
A Moove chegou a tentar abrir capital em Nova York na semana passada, mas acabou suspendendo a operação depois que o aumento do risco-Brasil reduziu a demanda dos investidores de hedge fund por suas ações.
A Compass também já foi sondada por investidores para fazer um IPO (oferta inicial de ações) no Brasil. Ometto disse, no entanto, que a empresa de gás natural não precisa de capital no curto prazo, logo não tem pressa para acessar o mercado.
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.
Com a dissolução, os acionistas da Cosan terão participação direta nas investidas, como Rumo e Compass Gás e Energia.
A holding diversificada tem participações nas empresas Compass, Moove, Raízen e Rumo.
Em call com analistas, CEO da Cosan também defendeu a separação dos negócios da Raízen.
Na outra ponta, o Ebitda totalizou R$ 7,8 bilhões no quarto trimestre de 2025.
Cosan solta dados em meio a negociações sobre capitalização da Raízen e IPO da Compass.
A Cosan apresentou o pedido de IPO da Compass no Brasil nessa quinta-feira (5).
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