Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bi e reduz dívida em R$ 8,8 bi no ano
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
A Moove, empresa de lubrificantes do grupo Cosan (CSAN3), não vai mais estrear na Nyse (Bolsa de Valores de Nova York) nesta semana, como era esperado. O IPO (oferta pública inicial) foi adiado diante do desconforto de investidores estrangeiros com o risco-Brasil.
❌ A Cosan entrou com o pedido de IPO da Moove nos Estados Unidos em julho e esperava levantar até US$ 437,5 milhões com a oferta. A ideia era ofertar 25 milhões de ações da Moove, por um preço entre US$ 14,50 e US$ 17,50 a ação. A precificação ocorreria nesta quarta-feira (9), mas acabou sendo suspensa.
Informações iniciais apontavam para uma demanda forte pelos papeis. Porém, no final da sessão desta quarta-feira (9), o site "Pipeline" revelou que a maior parte dessa procura vinha de pequenas ordens e que os investidores institucionais, responsáveis pelas grandes ordens, acabaram não entrando com todo o valor que era esperado.
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💲 Entre os principais motivos apontados para a cautela, está o risco-Brasil. O receio é de que a alta dos juros brasileiros impacte os resultados da Moove, já que boa parte das receitas da companhia ainda são originadas no país.
A Cosan decidiu, então, suspender o IPO da Moove, para evitar um recuo dos preços dos papeis. Em comunicado, a empresa disse que, "em função das condições adversas de mercado", optou por não prosseguir com a oferta "nesse momento".
Ainda não está claro quando a oferta pode ser recolocada no mercado. O movimento, contudo, prolonga o jejum de IPOs de companhias brasileiras, que já dura quase três anos. A última empresa empresa brasileira a abrir o capital foi o Nubank (ROXO34), que fez uma dupla listagem, na B3 e na Nyse, em dezembro de 2021.
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.
Com a dissolução, os acionistas da Cosan terão participação direta nas investidas, como Rumo e Compass Gás e Energia.
A holding diversificada tem participações nas empresas Compass, Moove, Raízen e Rumo.
Em call com analistas, CEO da Cosan também defendeu a separação dos negócios da Raízen.
Na outra ponta, o Ebitda totalizou R$ 7,8 bilhões no quarto trimestre de 2025.
Cosan solta dados em meio a negociações sobre capitalização da Raízen e IPO da Compass.
A Cosan apresentou o pedido de IPO da Compass no Brasil nessa quinta-feira (5).
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