Copom e eleições fazem Ibovespa (IBOV) avançar nesta quarta

Itaú lidera ganhos entre os bancos, enquanto CVC dispara mais de 10% na B3.

Publicado em 05/08/2026 às 12:48h Publicado em 05/08/2026 às 12:48h por Wesley Santana
Bolsa de valores brasileira é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstock)
Bolsa de valores brasileira é a maior da América Latina (Imagem: Shutterstock)

Nesta quarta-feira (5), a bolsa de valores opera com forte alta, mostram dados da B3. O principal indicador, o Ibovespa (IBOV), avança quase 1%, refletindo o Copom e as eleições de 2026.

O mercado espera com ansiedade pela decisão dos juros, que sai nas próximas horas. A expectativa é que o Banco Central corte a Selic em pelo menos 0,25%, o que deve dar um gás maior para o mercado acionário brasileiro.

Também está no radar a pesquisa eleitoral, que mostra novos números para o pleito que deve ser realizado em outubro. De acordo com o levantamento da Quaest, o presidente Lula (PT) aparece em primeiro lugar com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) se mantém na segunda posição, com 30% dos votos.

No mundo corporativo, quem faz o IBOV acelerar são os bancos, que repercutem os balanços divulgados ao longo dos últimos dias. Há um lugar especial para o Itaú (ITUB4), que avança mais de 2,4%, depois de reportar um lucro de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre do ano.

Leia mais: Após ataques de Milei, Brasil rebaixa relações com Argentina  

No entanto, na liderança das altas da B3 aparece a CVC (CVCB3), que avança 10,8% no dia, com os papéis cotados em R$ 1,53. O Pão de Açúcar (PCAR3) aparece na sequência, com alta de 9,8% e papéis na casa de R$ 3.

Por outro lado, a Raízen (RAIZ4) amplia as quedas no dia, perdendo mais de 7% do seu valor de mercado. A companhia hoje tem um valuation de apenas R$ 356 milhões, ainda de acordo com informações da B3.

Outros nomes de peso também amargam fortes prejuízos, como é o caso da C&A (CEAB3), que despenca mais de 5%. O pódio fica completo com a Automob (AMOB3), que recua 3,2% no dia, para abaixo de R$ 13,30.

Já no mercado de câmbio, o dólar recua na disputa contra o real brasileiro em cerca de 0,25%, cotado em R$ 5,11. O euro acompanha a queda, mas performa de maneira mais tímida, com perda de 0,08%, aos R$ 5,91.