Depois da Americanas e da Oi, Camille Faria assume crise da Casas Bahia
A varejista anunciou Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar as negociações com credores na recuperação judicial.
A Casas Bahia (BHIA3) manifestou-se nesta quinta-feira (1º) sobre uma possível emissão de debêntures. A possibilidade estaria em estudo como forma de captar R$ 1 bilhão, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", mas não está definida, de acordo com a varejista.
💲 Em esclarecimento à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Casas Bahia disse que "avalia constantemente com bancos e outros assessores financeiros oportunidades e alternativas de financiamento e captação de recursos no mercado de capitais".
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De acordo com a varejista, o objetivo dessas captações seria o "alongamento de prazo de dívidas e otimização da sua estrutura de capital, visando a execução do seu plano de transformação". A Casas Bahia ressaltou, no entanto, que ainda não há decisão sobre o assunto.
🗣️ "A Companhia esclarece, contudo, que não há no momento qualquer definição quanto a eventual captação de recursos por meio da emissão de debêntures", declarou.
O jornal "O Estado de S. Paulo" publicou na quarta-feira (31) que a Casas Bahia avaliava a emissão de debêntures para estender o prazo de uma captação de R$ 1 bilhão que foi feita em 2021 e vencerá em abril de 2024.
A operação teria o apoio do Bradesco (BBDC4) e do Banco do Brasil (BBAS3), que são credores da companhia, como uma forma de manifestar confiança no negócio. E, segundo o jornal, poderia levantar até mais que R$ 1 bilhão, para reforçar o caixa da varejista.
Vale lembrar que a Casas Bahia realizou uma oferta secundária de ações em setembro de 2023. A oferta mirava R$ 981 milhões, mas captou R$ 622 milhões, devido à desconfiança do mercado em relação ao endividamento da companhia.
Depois disso, as ações da Casas Bahia derreteram na B3 e quase saíram do Ibovespa. Por isso, foram agrupadas, na proporção de 25 para 1, no final de 2023.
A varejista anunciou Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar as negociações com credores na recuperação judicial.
Decisão pode ser revista caso a varejista não apresente os documentos em 30 dias.
A medida dá segmento ao processo ajuizado originalmente em agosto de 2026.
Os trabalhadores foram demitidos dias antes de a empresa pedir recuperação judicial.
O Grupo Casas Bahia explicou que o laudo possui natureza puramente preliminar e informativa.
Companhia recebeu notificação da bolsa e poderá recorrer a um grupamento de ações para elevar a cotação.
Com o varejo físico fechado, o comércio online e sites estrangeiros conquistaram a preferência dos clientes.
A varejista comunicou à Justiça que os credores se uniram contra seus bens assim que o processo de recuperação judicial foi divulgado.
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