Preso no caso Master, ex-presidente do BRB busca acordo de delação premiada
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
O pedido de liminar para suspender a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília – BRB (BSLI4) foi negado na última terça-feira (22) pelo juiz Júlio Roberto dos Reis, da 25ª Vara Cível de Brasília, segundo informações do site "Metrópoles".
🔨 Segundo o magistrado, os argumentos apresentados pela parte autora “são relevantes”, mas não são suficientes sem provas “robustas e idôneas”. “Os fundamentos apresentados pela parte são relevantes, mas não estão amparados em prova robusta e idônea".
O juiz também enfatizou a necessidade de maior clareza sobre a jurisdição competente para analisar o caso. “O requisito não está presente porque o ato de incorporação de instituições bancárias é complexo e demanda prazo razoável para que seja autorizado pelo Poder Público e concluído.”
O Banco de Brasília conseguiu, em março, a aprovação de seu conselho de administração para a compra de 58% das ações do Banco Master. Essa aquisição resultará em um total de 15 milhões de clientes para o BRB, R$ 112 bilhões em ativos, R$ 72 bilhões em carteira de crédito e mais de R$ 100 bilhões em captações. A aquisição, no entanto, ainda necessita da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e do Banco Central.
🕵️ Por outro lado, o anúncio de venda gerou uma série de investigações. O MPF (Ministério Público Federal), por exemplo, abriu uma investigação no início do mês para analisar se há irregularidades contra o sistema financeiro na negociação.
Além disso, ANEABRB (Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do BRB) se disse preocupada com a negociação dos bancos. Segundo a entidade, a transação tem sido gerida com "acelerado ritmo institucional, ausência de transparência e total exclusão dos acionistas minoritários".
“Trata-se de uma operação com impacto direto sobre a estrutura societária, financeira e regulatória do BRB, com efeitos potenciais sobre o controle acionário exercido pelo governo do Distrito Federal, o perfil de risco da companhia, sua capacidade de distribuição de dividendos e, principalmente, a sua natureza jurídica como sociedade de economia mista“, declarou a associação, em nota.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
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