Braskem (BRKM5) sofre revés na Justiça e afunda na B3; veja o que está em jogo
A empresa virou ré em ação sobre o afundamento de solo de cinco bairros de Maceió.
Entre os maiores complexos petroquímicos da América Latina, a Braskem Idesa pode estar prestes a entrar em um processo de reestruturação.
🏭 A Braskem Idesa é uma joint venture formada pela Braskem (BRKM5) e pelo grupo mexicano Idesa, que hoje é controlado pelo bilionário Carlos Slim, um dos 20 homens mais ricos do mundo.
O complexo foi fundado em 2010, mas acabou acumulando dívidas e viu sua situação financeira agravar-se nos últimos meses devido à redução dos preços dos produtos petroquímicos.
Diante dessa situação, a Braskem Idesa anunciou nesta segunda-feira (8) a contratação de consultorias financeira e jurídicas para revisar sua estrutura de capital e condições de liquidez.
📊Segundo a Braskem, o objetivo é avaliar "uma ampla gama de opções econômico-financeiras" para a empresa.
"Tal decisão reflete os contínuos esforços da Braskem Idesa para preservar sua liquidez e melhorar seus resultados em geral no atual cenário de incertezas macroeconômicas, volatilidade de preços de suas commodities, custos mais elevados de insumos e demanda mais fraca do que a inicialmente projetada", informou a Braskem, que prometeu manter o mercado informado sobre eventuais desdobramentos relevantes sobre o tema.
💲 A petroquímica brasileira é dona de 75% do complexo mexicano e, de acordo com apuração do "Valor Econômico", poderia perder espaço na empresa a partir dessa reestruturação.
Segundo o jornal, Carlos Slim teria interesse em ampliar a sua participação no negócio. Isso seria possível por meio da emissão de nova dívida vinculada à participação societária ou pela troca de dívida por ações. A Braskem, por sua vez, gostaria em manter o controle da empresa, ainda de acordo com a publicação.
A empresa virou ré em ação sobre o afundamento de solo de cinco bairros de Maceió.
Proposta prevê pagamento em debêntures e impulsiona ações da companhia na B3.
O anúncio fez as ações saltarem 4,49%, às 11h, desta terça-feira (9).
Ideia é que o Conselho de Administração possa decidir sobre o assunto, no lugar da assembleia de acionistas.
As informações também já haviam sido mencionadas no relatório financeiro trimestral.
Petroquímica busca acordo com credores enquanto enfrenta vencimentos milionários nos próximos meses.
A empresa informou que, desde 2025, contratou assessores financeiros e jurídicos.
A receita líquida da companhia atingiu R$ 18,7 bilhões entre janeiro e março.
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