UBS rebaixa Braskem (BRKM5) e reduz preço-alvo para R$ 3,75; ações caem 13%
Banco cita endividamento, possibilidade de diluição dos acionistas e cenário desafiador para os spreads do setor.
Entre os maiores complexos petroquímicos da América Latina, a Braskem Idesa pode estar prestes a entrar em um processo de reestruturação.
🏭 A Braskem Idesa é uma joint venture formada pela Braskem (BRKM5) e pelo grupo mexicano Idesa, que hoje é controlado pelo bilionário Carlos Slim, um dos 20 homens mais ricos do mundo.
O complexo foi fundado em 2010, mas acabou acumulando dívidas e viu sua situação financeira agravar-se nos últimos meses devido à redução dos preços dos produtos petroquímicos.
Diante dessa situação, a Braskem Idesa anunciou nesta segunda-feira (8) a contratação de consultorias financeira e jurídicas para revisar sua estrutura de capital e condições de liquidez.
📊Segundo a Braskem, o objetivo é avaliar "uma ampla gama de opções econômico-financeiras" para a empresa.
"Tal decisão reflete os contínuos esforços da Braskem Idesa para preservar sua liquidez e melhorar seus resultados em geral no atual cenário de incertezas macroeconômicas, volatilidade de preços de suas commodities, custos mais elevados de insumos e demanda mais fraca do que a inicialmente projetada", informou a Braskem, que prometeu manter o mercado informado sobre eventuais desdobramentos relevantes sobre o tema.
💲 A petroquímica brasileira é dona de 75% do complexo mexicano e, de acordo com apuração do "Valor Econômico", poderia perder espaço na empresa a partir dessa reestruturação.
Segundo o jornal, Carlos Slim teria interesse em ampliar a sua participação no negócio. Isso seria possível por meio da emissão de nova dívida vinculada à participação societária ou pela troca de dívida por ações. A Braskem, por sua vez, gostaria em manter o controle da empresa, ainda de acordo com a publicação.
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O esclarecimento veio após matéria publicada pelo jornal O Globo.
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