Argentina vs Chile: Qual bolsa da América Latina rende mais em 2026?

Comparativo mostra desempenho, patrimônio e composição dos BDRs de ETFs disponíveis na B3.

Publicado em 01/07/2026 às 15:45h Publicado em 01/07/2026 às 15:45h por Wesley Santana
Argentina e Chile são dois países da América do Sul (Imagem: Shutterstock)
Argentina e Chile são dois países da América do Sul (Imagem: Shutterstock)

Enquanto as seleções entram em campo para disputar a Copa do Mundo de 2026, as bolsas de valores ao redor do mundo continuam representando seus respectivos países na disputa do mercado acionário. Já é certo que este ano é dos emergentes, mas ainda pode restar dúvidas sobre onde aplicar os recursos.

Por isso, o Investidor 10 fez um comparativo entre duas das principais bolsas de valores da América Latina. Os representantes são Argentina e Chile, países separados pela Cordilheira dos Andes e com economias bastante parecidas.

De um lado do campo está o Argentina Global X MSCI (ARGT39), enquanto do outro está o BlackRock iShares MSCI Chile (BECH39), de gestoras diferentes. Ambos são BDRs de ETFs compostos puramente por ações e disponíveis direto na B3.

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Nos últimos 12 meses, o representante de Buenos Aires entregou uma valorização de 4% aos investidores. O de Santiago, por sua vez, conseguiu um feito quase cinco vezes maior, totalizando 21%, conforme dados da B3.

O ARGT39 custa cerca de R$ 47,50, enquanto o BECH39 sai por R$ 68. O primeiro tem patrimônio líquido de US$ 842 milhões, ao passo que o segundo passa de US$ 1 trilhão.

Mesmo com a diferença no resultado, o indicador argentino desponta como o mais procurado pelos investidores. A diferença no volume de negociação é de quase o dobro, ainda de acordo com dados da B3.

Ambos são iguais em sua composição, com uma carteira de 25 companhias listadas nas bolsas locais ou no exterior. Os destaques do indicador argentino são o Mercado Livre e a YPF, enquanto o chileno conta com a Sociedade Química e Mineira e a Latam.

Contexto em comum

Tanto Argentina quanto Chile passam por momentos parecidos em suas políticas, que mudaram completamente de lado ideológico nos últimos pleitos. Os atuais presidentes são de direita, eleitos com promessas de diminuir os gastos públicos e colocar as contas de seus países em ordem.

Parte do mercado comprou essa ideia, por isso, as respectivas bolsas se valorizaram fortemente nos dias seguintes às eleições. No entanto, especialmente no caso da Argentina, os políticos lutam para entregar aos investidores o que prometeram em campanha.