Após cair 23% desde abril, banco aposta em alta de 40% para B3 (B3SA3)

Com a notícia, as ações subiram 2,35%, cotadas a R$ 15,69, figurando entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta (15).

Publicado em 15/07/2026 às 20:37h Publicado em 15/07/2026 às 20:37h por Matheus Silva
O banco também elevou o preço-alvo de R$ 20 para R$ 22 (Imagem: Shutterstock)
O banco também elevou o preço-alvo de R$ 20 para R$ 22 (Imagem: Shutterstock)
O Bank of America (BofA) elevou sua recomendação para as ações da B3 (B3SA3) de neutra para compra, argumentando que a forte queda recente dos papéis abriu uma oportunidade atrativa para investidores. 
O banco também elevou o preço-alvo de R$ 20 para R$ 22, projetando potencial de valorização de cerca de 40% e dividend yield estimado de 10% para 2027. 
Com a notícia, as ações B3SA3 subiram 2,35%, a R$ 15,69, figurando entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (15).
Os papéis da operadora da Bolsa brasileira acumulam queda de 23% desde o pico registrado em abril, desempenho pior do que o do Ibovespa no mesmo período. 
Para os analistas do BofA, a correção levou as ações para níveis próximos das mínimas históricas em termos de valuation, com a empresa negociando a cerca de 11,2 vezes o lucro projetado para 2027, perto do piso de 10,6 vezes observado no fim de 2024.

BofA diz que mercado subestima a resiliência da B3

O banco argumenta que o mercado está subestimando a capacidade da B3 de atravessar diferentes ciclos econômicos e de juros. Na visão do BofA, a companhia possui um modelo de negócios diversificado e defensivo, capaz de sustentar o crescimento dos resultados mesmo em um ambiente de taxas elevadas por mais tempo.
Os analistas detalham que apenas cerca de 30% das receitas da B3 são diretamente beneficiadas por uma queda dos juros. 
Aproximadamente 10% das receitas ganham com juros mais altos, enquanto cerca de 60% estão ligadas à atividade do mercado, volatilidade, serviços recorrentes e outras fontes menos dependentes do ciclo monetário. 
Essa composição, segundo o banco, reduz o risco de revisões negativas significativas para os resultados, mesmo que a Selic permaneça elevada por mais tempo do que o esperado.

BofA projeta crescimento de lucro de 26% em 2026

O banco também revisou para cima suas projeções de lucro líquido. As estimativas para 2026 e 2027 foram elevadas em 5% e 6%, respectivamente, refletindo expectativa de alíquota efetiva de imposto menor, próxima de 19%, após o anúncio recente de distribuição extraordinária de JCP (Juros sobre Capital Próprio).
Com isso, o BofA estima crescimento de receita de 14% em 2026 e de 8% em 2027. O lucro líquido deve avançar 26% em 2026 e mais 7% em 2027. As projeções do banco estão 7% acima do consenso de mercado para 2026 e 6% para 2027.

B3 pode voltar a negociar perto de 20 vezes o lucro

Para os analistas, o cenário mais provável é de manutenção de resultados robustos mesmo em ambiente macroeconômico desafiador. 
Em um cenário mais favorável, marcado por juros estruturalmente mais baixos e melhora da atividade dos mercados de capitais, a ação ainda teria espaço para uma reprecificação mais expressiva. 
O relatório ressalta que a B3 chegou a negociar perto de 20 vezes o lucro em períodos em que a taxa básica de juros estava em um dígito, indicando potencial relevante de expansão de múltiplos caso o ambiente macroeconômico brasileiro volte a ser mais benigno.
O BofA conclui que a relação risco-retorno se tornou bastante atrativa após a recente desvalorização e vê a B3 como uma combinação de proteção em cenários adversos e potencial de valorização em um eventual ciclo de melhora econômica.

B3SA3

B3
Cotação

R$ 15,20

Variação (12M)

22,50 % Logo B3

Margem Líquida

42,49 %

DY

4.96%

P/L

15,48

P/VP

4,20