Oi (OIBR3) anuncia venda de prestadora de serviços telefônicos
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
Em meio a um dia crucial para o futuro da empresa, as ações da Oi (OIBR3) despencaram na Bolsa de Valores de São Paulo nesta quarta-feira (17), registrando um dos maiores tombos do dia. A queda expressiva acontece no momento em que a companhia realiza um leilão de sua unidade de banda larga, com a expectativa de arrecadar bilhões de reais para auxiliar no processo de recuperação judicial.
🔨 Por volta das 15h, os papéis ordinários (OIBR3) operavam com desvalorização de 9%, cotados a R$ 5,42, enquanto as ações preferenciais (OIBR4) acumulavam queda de 8%, a R$ 14,34. Essa forte oscilação negativa contrasta com a expectativa inicial de que o leilão da unidade de banda larga traria um impulso positivo para as ações da empresa.
O leilão, que visa vender a infraestrutura de fibra ótica da Oi para empresas de telecomunicações, é considerado um passo fundamental para o plano de recuperação judicial da companhia. O sucesso do leilão é crucial para a Oi reduzir sua dívida e garantir sua viabilidade no longo prazo.
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🗣️ Segundo informações do "Broadcast", estima-se que o certame arrecade aproximadamente R$ 7,3 bilhões, conforme previsto no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores da Oi em abril. A venda da Oi Fibra ocorre na mesma semana em que a empresa anunciou a prorrogação do prazo para o refinanciamento de sua dívida e novo financiamento até 31 de julho. Essas medidas são parte do plano de recuperação judicial e originalmente deveriam ter sido cumpridas até 15 de julho.
No leilão, conforme informações do Broadcast, três concorrentes estão disputando a unidade de banda larga: Vero, Ligga e Brasil Tecpar. Como não há mais tempo para novas habilitações, uma delas provavelmente se tornará a nova proprietária da Oi Fibra. Além disso, as propostas para cada lote, que abrangem todas as regiões do Brasil, serão conhecidas ainda hoje.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
A decisão manteve a liquidação ordenada dos ativos pelo gestor judicial até o julgamento do mérito dos recursos.
A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).
A UPI Oi Soluções reúne ativos ligados ao segmento B2B da companhia.
Com a decisão, a companhia ganha espaço para avançar com a transação.
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