Oi (OIBR3) libera balanço e revela prejuízo histórico de R$ 36,4 bi em 2025
O ano foi marcado pelo início do processo de falência da Oi, que acabou sendo excluída da B3.
Em meio a um dia crucial para o futuro da empresa, as ações da Oi (OIBR3) despencaram na Bolsa de Valores de São Paulo nesta quarta-feira (17), registrando um dos maiores tombos do dia. A queda expressiva acontece no momento em que a companhia realiza um leilão de sua unidade de banda larga, com a expectativa de arrecadar bilhões de reais para auxiliar no processo de recuperação judicial.
🔨 Por volta das 15h, os papéis ordinários (OIBR3) operavam com desvalorização de 9%, cotados a R$ 5,42, enquanto as ações preferenciais (OIBR4) acumulavam queda de 8%, a R$ 14,34. Essa forte oscilação negativa contrasta com a expectativa inicial de que o leilão da unidade de banda larga traria um impulso positivo para as ações da empresa.
O leilão, que visa vender a infraestrutura de fibra ótica da Oi para empresas de telecomunicações, é considerado um passo fundamental para o plano de recuperação judicial da companhia. O sucesso do leilão é crucial para a Oi reduzir sua dívida e garantir sua viabilidade no longo prazo.
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🗣️ Segundo informações do "Broadcast", estima-se que o certame arrecade aproximadamente R$ 7,3 bilhões, conforme previsto no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores da Oi em abril. A venda da Oi Fibra ocorre na mesma semana em que a empresa anunciou a prorrogação do prazo para o refinanciamento de sua dívida e novo financiamento até 31 de julho. Essas medidas são parte do plano de recuperação judicial e originalmente deveriam ter sido cumpridas até 15 de julho.
No leilão, conforme informações do Broadcast, três concorrentes estão disputando a unidade de banda larga: Vero, Ligga e Brasil Tecpar. Como não há mais tempo para novas habilitações, uma delas provavelmente se tornará a nova proprietária da Oi Fibra. Além disso, as propostas para cada lote, que abrangem todas as regiões do Brasil, serão conhecidas ainda hoje.
O ano foi marcado pelo início do processo de falência da Oi, que acabou sendo excluída da B3.
A B3 decidiu cancelar a listagem da Oi, devido à falência da operadora.
Para que a transação seja 100% concluída, o processo ainda precisa cumprir etapas burocráticas.
A CVM iniciou julgamento de cinco ex-diretores por irregularidades contábeis de 2015 e 2016, com dois já condenados a R$ 400 mil cada.
O TJ-RJ rejeitou recursos de credores nesta terça-feira (25) e decretou a falência definitiva da operadora, encerrando sua recuperação judicial.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
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