11 empresas entram na lista de inadimplentes da CVM; veja os nomes da B3

As companhias atrasaram a entrega de documentos exigidos pela CVM, como os balanços trimestrais.

Publicado em 03/07/2026 às 15:25h Publicado em 03/07/2026 às 15:25h por Marina Barbosa
O BRB entrou na lista da CVM após envolver-se no caso Master (Imagem: Shutterstock)
O BRB entrou na lista da CVM após envolver-se no caso Master (Imagem: Shutterstock)
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) emitiu um alerta sobre a qualidade das informações prestadas por 11 companhias abertas brasileiras nesta sexta-feira (3).
⚠️ De acordo com o órgão, essas empresas não cumpriram com a obrigação de atualizar os balanços financeiros e/ou apresentar documentos regulatórios. Por isso, passaram a ser consideradas inadimplentes.
Um dos citados é o BRB (BSLI4), que adiou a divulgação dos resultados de 2025 devido ao envolvimento no esquema de fraudes do Banco Master e aguarda um socorro do Governo do Distrito Federal para fechar as contas e soltar o balanço.
A Refit (RPMG3), antiga Refinaria de Manguinhos, que vem sendo investigada por supostas fraudes fiscais e já teve a sua licença de operação suspensa no Rio de Janeiro, também está na lista de inadimplentes da CVM.
A relação conta com outras quatro empresas listadas na B3: Agrogalaxy (AGXY3), Ambipar (AMBP3), Oi (OIBR3) e Alliança Saúde e Participações (AALR3).
Nesses casos, os balanços foram adiados em meio a tentativas de reestruturação financeira, seja por meio da recuperação judicial ou da negociação direta com os credores.
A Alliança Saúde e Participações, por sua vez, marcou para 15 de julho a apresentação do balanço do quarto trimestre de 2025. Já a AgroGalaxy prometeu apresentar o balanço em 31 de julho.

Veja as 11 empresas consideradas inadimplentes pela CVM:

As regras da CVM 

De acordo com a chefe do mercado de capitais brasileiro, essas 11 companhias não enviaram pelo menos um dos seguintes documentos periódicos nos últimos três meses:
  • Formulário de Demonstrações Financeiras Padronizadas (DFP);
  • Formulário de Informações Trimestrais (ITR);
  • Formulário de Referência (FRE).
Diante disso, a CVM recomendou que os investidores "considerem essa informação nas suas relações com as citadas companhias abertas, ou nas suas decisões de investimento".
Ademais, lembrou que pode suspender o registro de emissor aberto dessas empresas caso o prazo de descumprimento dessas obrigações ultrapasse os 12 meses.
Só neste ano, a CVM já suspendeu o registro de outras sete empresas por causa disso. Entre elas, duas companhias que já estiveram na B3: Teka Tecelagem e Cia. Tecidos Santanense.