Tesouro Direto está pagando quase as suas taxas máximas em 2026; veja

Risco de descontrole das contas públicas brasileiras e novos leilões do Tesouro Nacional impulsionam renda fixa.

Publicado em 02/07/2026 às 17:01h Publicado em 02/07/2026 às 17:01h por Lucas Simões
Tesouro Renda+ 2065 se aproxima de taxa recorde de IPCA+ 7,35% ao ano (Imagem: Shutterstock)
Tesouro Renda+ 2065 se aproxima de taxa recorde de IPCA+ 7,35% ao ano (Imagem: Shutterstock)
O mês de julho de 2026 segue dando oportunidade para aportes mais vantajosos no Tesouro Direto, visto que as taxas praticadas nesta quinta-feira (2) flertam com as máximas registradas no ano. Todavia, gera-se prejuízo com marcação a mercado para quem já havia emprestado dinheiro ao governo.
Segundo os mais diversos economistas, um dos principais motivos para o estresse da curva futura de juros a termo (mais conhecida como taxas dos DIs) é o crescente risco de descontrole das contas públicas brasileiras, que só piora com o advento das eleições presidenciais em outubro
Com o governo brasileiro gastando cada vez mais do que é capaz de arrecadar, quem empresta dinheiro passa a exigir juros compostos cada vez maiores, o que em parte explica o efeito nos títulos públicos, especialmente o Tesouro Renda+ 2065.
Quanto maior é o prazo de vencimento de um título de renda fixa marcado a mercado, maior é o seu potencial de lucro ou prejuízo antes do vencimento. Atualmente, o Tesouro Renda+ 2065 paga ao redor de IPCA+ 7,27% ao ano, o terceiro maior patamar registrado em 2026, bem perto da remuneração recorde de IPCA+ 7,35% ao ano. 
Outro fator técnico que turbina ainda mais os juros compostos ofertados no Tesouro Direto são os leilões de dívida pública brasileira, direcionados principalmente aos grandes bancos e gestoras de fortunas.
Só durante o primeiro leilão do mês, os investidores institucionais arremataram 100% das ofertas de títulos prefixados, emprestando aos cofres públicos o montante de R$ 17,33 bilhões. Já as taxas prefixadas giram em torno de 14,50% ao ano, com vencimentos mais longos em 2032 e 2037.

Veja o retorno dos títulos do Tesouro Direto em 12 de julho de 2026:

Títulos com liquidez diária

  • Tesouro Reserva 2036 = Aporte mínimo de R$ 1,00 (Rentabilidade: Selic)
  • Tesouro Selic 2031 = Aporte mínimo de R$ 192,88 (Rentabilidade: Selic + 0,0742% ao ano)

Títulos pré-fixados

  • Tesouro Prefixado 2029 = Aporte mínimo de R$ 7,16 (Rentabilidade: 14,41% ao ano)
  • Tesouro Prefixado 2032 = Aporte mínimo de R$ 4,74 (Rentabilidade: 14,62% ao ano)
  • Tesouro Prefixado com juros semestrais 2037 = Aporte mínimo de R$ 7,70 (Rentabilidade: 14,59% ao ano)

Títulos indexados à inflação

  • Tesouro IPCA+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 28,99 (Rentabilidade: IPCA+ 8,42% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 16,56 (Rentabilidade: IPCA+ 7,78% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 8,54 (Rentabilidade: IPCA+ 7,41% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2037 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 41,05 (Rentabilidade: IPCA+ 8,09% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2045 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 40,04 (Rentabilidade: IPCA+ 7,74% ao ano)
  • Tesouro IPCA+ 2060 (com juros semestrais) = Aporte mínimo de R$ 39,67 (Rentabilidade: IPCA+ 7,60% ao ano)

Títulos para aposentadoria extra

  • Tesouro Renda+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 18,87 (Rentabilidade: IPCA+ 7,85% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 13,39 (Rentabilidade: IPCA+ 7,63% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 9,62 (Rentabilidade: IPCA+ 7,45% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2045 = Aporte mínimo de R$ 6,90 (Rentabilidade: IPCA+ 7,35% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2050 = Aporte mínimo de R$ 4,92 (Rentabilidade: IPCA+ 7,30% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2055 = Aporte mínimo de R$ 3,50 (Rentabilidade: IPCA+ 7,27% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2060 = Aporte mínimo de R$ 2,47 (Rentabilidade: IPCA+ 7,27% ao ano)
  • Tesouro Renda+ 2065 = Aporte mínimo de R$ 1,74 (Rentabilidade: IPCA+ 7,27% ao ano)

Títulos para custear estudos

  • Tesouro Educa+ 2027 = Aporte mínimo de R$ 37,43 (Rentabilidade: IPCA+ 8,61% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2028 = Aporte mínimo de R$ 34,60 (Rentabilidade: IPCA+ 8,55% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2029 = Aporte mínimo de R$ 32,06 (Rentabilidade: IPCA+ 8,46% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2030 = Aporte mínimo de R$ 29,73 (Rentabilidade: IPCA+ 8,39% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2031 = Aporte mínimo de R$ 27,61 (Rentabilidade: IPCA+ 8,31% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2032 = Aporte mínimo de R$ 25,68 (Rentabilidade: IPCA+ 8,23% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2033 = Aporte mínimo de R$ 23,90 (Rentabilidade: IPCA+ 8,14% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2034 = Aporte mínimo de R$ 22,28 (Rentabilidade: IPCA+ 8,07% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2035 = Aporte mínimo de R$ 20,77 (Rentabilidade: IPCA+ 7,99% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2036 = Aporte mínimo de R$ 19,41 (Rentabilidade: IPCA+ 7,91% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2037 = Aporte mínimo de R$ 18,11 (Rentabilidade: IPCA+ 7,84% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2038 = Aporte mínimo de R$ 16,94 (Rentabilidade: IPCA+ 7,78% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2039 = Aporte mínimo de R$ 15,84 (Rentabilidade: IPCA+ 7,72% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2040 = Aporte mínimo de R$ 14,82 (Rentabilidade: IPCA+ 7,66% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2041 = Aporte mínimo de R$ 13,86 (Rentabilidade: IPCA+ 7,60% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2042 = Aporte mínimo de R$ 12,98 (Rentabilidade: IPCA+ 7,55% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2043 = Aporte mínimo de R$ 12,14 (Rentabilidade: IPCA+ 7,51% ao ano)
  • Tesouro Educa+ 2044 = Aporte mínimo de R$ 11,34 (Rentabilidade: IPCA+ 7,48% ao ano)