Selic cairá devagar em 2026 e FIIs de papel ganham sobrevida; saiba os melhores

FIIs de papel pagam altos dividendos mensais ao colherem juros compostos elevados com renda fixa imobiliária.

Publicado em 27/04/2026 às 17:26h Publicado em 27/04/2026 às 17:26h por Lucas Simões
Inflação altista em 2026 premia FIIs de papel com mais CRIs indexados ao IPCA+ (Imagem: Shutterstock)
Inflação altista em 2026 premia FIIs de papel com mais CRIs indexados ao IPCA+ (Imagem: Shutterstock)
O Maxi Renda (MXRF11) é o maior fundo imobiliário (FII) em número de cotistas da bolsa de valores brasileira, reunindo mais de 1,4 milhão de investidores. Trata-se de um representante dos FIIs de papel (ou recebíveis), aqueles que compram títulos de dívidas imobiliárias, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), recebendo elevados juros compostos. 
Dado que o Brasil ostenta o título de país da renda fixa, já que temos uma taxa Selic historicamente elevada, geralmente os FIIs de papel pagam dividendos mensais mais generosos que os chamados FIIs de tijolo, que só investem em imóveis físicos, cuja valorização está intrinsicamente ligada à oferta e demanda pelo empreendimento.
Mesmo com a taxa Selic em trajetória de queda em 2026, o que tende a minguar os rendimentos dos FIIs de papel, os analistas do BTG Pactual seguem construtivos nessa modalidade de renda passiva, recomendando especialmente os FIIs com carteira de CRIs mais indexada ao IPCA+, justamente o caso do FII MXRF11, com taxa média de IPCA+ 9,78% ao ano.
"O cenário de curto prazo se mostrou mais desafiador para cortes da Selic, diante de surpresas altistas concentradas em itens voláteis, em função da forte elevação dos preços de energia, por conta da guerra no Oriente Médio. Com isso, os títulos de dívida terão despesas financeiras elevadas por mais tempo e de uma originação ainda restrita", comenta o time de analistas do banco, em relatório divulgado nesta segunda-feira (27).
Olhando para a composição das carteiras dos fundos imobiliários, o segmento de crédito residencial lidera a exposição setorial, por meio de CRIs de empresas e projetos ligados à construção civil. A dinâmica do setor tem apresentado resultados mistos nos últimos períodos, diante de características distintas entre as faixas de renda.
Diante do risco de crédito forte (já que as empresas arcam com juros compostos elevados em emissões de CRIs), o BTG Pactual mantém recomendação apenas em FIIs de papel do segmento high grade, ou seja, cujos emissores de CRIs são companhias mais financeiramente saudáveis e resilientes. 
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no FII MXRF11 há dez anos, hoje você teria R$ 3.274,80, já considerando o reinvestimento dos dividendos mensais. A simulação também aponta que o Ifix teria retornado R$ 2.544,30 nas mesmas condições.

MXRF11

MAXI RENDA
Cotação

R$ 9,87

Variação (12M)

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Liquidez Diária

R$ 13,42 M

DY

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