Raízen aprova capitalização de R$ 39,8 bi e vai se dividir em duas empresas
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
💸 A Raízen (RAIZ4) anunciou lucro líquido ajustado de R$ 754 milhões no terceiro trimestre da safra 2023/2024, com aumento de 195% em relação aos R$ 255 milhões registrados no período anterior.
De acordo com o balanço divulgado na quinta-feira (8), a receita líquida alcançou R$ 58 bilhões, registrando uma ligeira queda de 3,1% em comparação ao mesmo período de 2022, quando atingiu R$ 60 bilhões.
A empresa de energia integrada que opera na produção de açúcar, biocombustíveis e distribuição de combustíveis, encerrou o terceiro trimestre do ano-safra de 2023/24 com um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 779 milhões, em comparação com os R$ 174 milhões do mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 347%.
Por outro lado, o Ebitda (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 32% em comparação com o mesmo trimestre do ano-safra anterior, alcançando R$ 3,9 bilhões.
Apesar do alto ciclo de investimentos em andamento, que gira em torno de R$ 11 bilhões por ano, a alavancagem financeira da Raízen, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em 12 meses, caiu de 2,5 vezes para 1,9 vez no período de abril a dezembro do ano passado.
A companhia aprovou em assembleia o aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e a redução de capital que vai separar seus negócios.
O fundo Mubadala e a FS avaliaram comprar créditos de credores da Raízen, em meio a uma reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas.
A Raízen e suas controladas fecharam uma transação de R$ 22,4 bilhões com PGFN e Receita Federal.
Com 71,3 milhões de ações preferenciais, a gestora SPX passou a deter 5,25% das ações emitidas da companhia.
O aumento de capital integra o plano de recuperação extrajudicial e prevê novos tickers na B3.
A proposta prevê a emissão de ao menos 14 bilhões de ações ordinárias e preferenciais.
Nesta segunda (19), a CVM aprovou a conversão do registro da Raízen Energia para a categoria A, etapa da recuperação extrajudicial.
A produtora de açúcar e etanol, bancada pelos acionistas majoritários Cosan (CSAN3) e Shell, atravessa reorganização societária.
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