Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento em meio a temor de reestruturação e calote
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
📃 Nesta quarta-feira (16), a Raízen (RAIZ4) chegou a um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Açúcar, da Alimentação e Afins de Sertãozinho e Região, após o comunicado sobre dois mil desligamentos na Usina Santa Elisa, segundo o g1.
O objetivo é assegurar os direitos dos trabalhadores após a paralisação das operações na região por tempo indeterminado. A reunião desta quarta-feira resultou em um compromisso para o pagamento de verbas rescisórias e abonos, além da preservação de benefícios.
Na última terça-feira (15), a Raízen suspendeu por tempo indeterminado da operação da usina Santa Elisa, em Sertãozinho (SP). A medida, segundo a empresa, está alinhada à sua “estratégia de reciclagem do portfólio de ativos para captura de eficiência agroindustrial”. A conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
📋 Em razão da decisão, a Raízen celebrou contratos com outras usinas da região para a venda de até 3,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, em uma transação que pode atingir até R$ 1,045 bilhão. De acordo com o comunicado, o montante será direcionado à redução da dívida da companhia.
Além disso, a São Martinho (SMTO3) anunciou a compra de aproximadamente 10.600 hectares de cana-de-açúcar vinculados a contratos da Usina Santa Elisa, em uma operação que pode alcançar até R$ 242 milhões. Conforme projeções da empresa, a área deverá gerar 600 mil toneladas de cana na safra 2026/27, chegando a 800 mil toneladas a partir da safra 2028/29.
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Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
A companhia deve avaliar "opções estratégicas" para otimizar a sua estrutura de capital.
Um dos principais gatilhos para a queda foi a confirmação da aquisição da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa.
Segundo a nota, os resultados do ano-safra 25/26 serão divulgados em 12 de fevereiro.
Por volta das 14h, as ações avançavam 17,78%, cotadas a R$ 1,06, figurando entre as maiores altas do dia no Ibovespa.
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
As ações da Raízen estão sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro, o que caracteriza um penny stock segundo as regras da B3.
Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) também sobem, com combate à informalidade no setor de combustíveis.
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