Credores e acionistas da Raízen (RAIZ4) chegam perto de consenso sobre dívida
A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
💲 A Raízen Energia (RAIZ4) aprovou neste sábado, 1º de novembro, uma ampla reestruturação societária com foco na consolidação das suas operações no segmento de bioenergia.
A reorganização foi aprovada por unanimidade em Assembleia Geral Extraordinária e integra o plano estratégico do grupo para centralizar ativos relacionados à produção de etanol, cana-de-açúcar e energia de biomassa em uma única controladora.
A primeira etapa do processo envolve a cisão parcial da subsidiária Bioenergia Barra, com a incorporação da parcela patrimonial correspondente pela Raízen Energia.
Em seguida, serão incorporadas quatro empresas de cogeração de energia a partir da biomassa: CoGen Jataí, CoGen Costa Pinto, CoGen Univalem e CoGen Santa Cândida II. Juntas, essas companhias somam mais de R$ 1,1 bilhão em patrimônio líquido.
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Na terceira fase da reorganização, a Raízen Centro-Sul S.A. (BSV1) realizará a cisão parcial de seus ativos e passivos operacionais e financeiros, que também serão incorporados pela Raízen Energia.
De acordo com a ata da assembleia, a medida busca otimizar a estrutura de capital e operacional da companhia, promovendo ganhos de eficiência administrativa e financeira.
A companhia informou que nenhuma das etapas resultará em aumento de capital, emissão de novas ações ou direito de retirada aos acionistas.
📊 As alterações fazem parte de um movimento maior dentro do Grupo Raízen para simplificar sua estrutura corporativa e fortalecer a integração vertical das operações de bioenergia.
A companhia avançou para converter até 50% da dívida em ações até junho e negocia venda de ativos na Argentina ao Mercuria.
A empresa enviou uma proposta alternativa aos credores no último sábado (25), segundo a Bloomberg News, citando fontes a par do assunto.
Produtora de açúcar e etanol busca reestruturar dívida de R$ 65 bilhões com credores, especialmente bancos.
O esclarecimento foi feito após questionamento da B3.
A proposta prevê a saída de Rubens Ometto da presidência do conselho da Raízen, atendendo a pedido anterior de detentores de títulos.
Em recuperação extrajudicial, Raízen acumula prejuízo de 67% nos últimos 12 meses.
A companhia enfrenta resistência de credores à conversão de dívida em ações e deve discutir a reestruturação em reunião nesta semana.
A nota foi rebaixada após a Justiça de SP autorizar a Raízen a suspender pagamentos por 180 dias enquanto negocia com credores.
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