Quer viajar para a próxima Copa do Mundo? Veja como investir durante 4 anos

As projeções consideram as estimativas para Selic e inflação divulgadas pelo Boletim Focus.

Publicado em 18/07/2026 às 08:00h Publicado em 18/07/2026 às 08:00h por Elanny Vlaxio
A Final da Copa do Mundo será neste domingo (19) (Imagem: Shutterstock)
A Final da Copa do Mundo será neste domingo (19) (Imagem: Shutterstock)
Às vésperas da final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, marcada para este domingo (19), muitos torcedores já começam a sonhar com a próxima edição do torneio. Para quem deseja acompanhar o Mundial de perto em quatro anos, começar a investir desde agora pode fazer toda a diferença. 
Um levantamento elaborado por Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em finanças pessoais, mostra que é possível formar um patrimônio de R$ 50 mil em quatro anos por meio de uma estratégia baseada em investimentos de renda fixa.
Pelas simulações, o investidor precisaria fazer aportes mensais de aproximadamente R$ 832,11 no Tesouro Selic, R$ 818,69 no Tesouro IPCA+ ou R$ 791,28 no Tesouro Prefixado para alcançar a meta de R$ 50 mil ao fim do período. As projeções consideram as estimativas para Selic e inflação divulgadas pelo Boletim Focus e não incluem taxas do Tesouro Nacional nem o Imposto de Renda.

O tempo pode ser o maior aliado

Segundo Patzlaff, começar a investir com antecedência reduz o esforço financeiro e permite que os juros compostos trabalhem a favor do investidor. Conforme explica, "quando você investe pra um sonho/objetivo o tempo é o fator que mais pesa a seu favor, quando você tem 4 anos pela frente, os juros compostos têm tempo suficiente para trabalhar."
O especialista destaca que adiar o planejamento pode tornar o objetivo muito mais caro. "Se você deixasse para começar em 2028, teria que tirar do próprio salário quase 100% do valor da viagem." Além disso, ele observa que quem se organiza antecipadamente consegue pagar a viagem antes do embarque e ainda aumenta as chances de adquirir passagens aéreas e ingressos nos primeiros lotes, normalmente vendidos por preços mais baixos.

Por que diversificar os investimentos?

Na avaliação de Patzlaff, a construção da reserva não deve depender de um único ativo. O objetivo é reduzir riscos e aproveitar as características de diferentes títulos públicos. O Tesouro Selic, segundo o especialista, é indicado para a parcela dos recursos que pode precisar ser utilizada antes da viagem, como na compra antecipada de passagens ou na reserva de hospedagem. 
Já o Tesouro IPCA+ funciona como proteção contra a inflação, preservando o poder de compra de quem pretende viajar ao exterior. O Tesouro Prefixado, por sua vez, permite travar uma taxa de rentabilidade desde o início, garantindo esse retorno mesmo se os juros da economia caírem até 2030.
Para o planejador financeiro, distribuir os recursos entre diferentes títulos também reduz a exposição às oscilações das taxas de juros e da inflação, além de diminuir os efeitos da marcação a mercado caso seja necessário resgatar parte dos recursos antes do vencimento.

Tesouro Selic é a alternativa mais conservadora

Patzlaff afirma que quem prefere simplicidade também pode optar por concentrar os investimentos em um único produto. "Se ficar na dúvida de onde guardar esse valor, guarde em Tesouro Selic para nao precisar se preocupar com as variações do Cenário."
Segundo o especialista, o importante é iniciar o planejamento o quanto antes. Com quatro anos até a próxima Copa do Mundo, os aportes mensais tendem a ser mais acessíveis e permitem que o investidor construa a reserva necessária para realizar o sonho de acompanhar o maior torneio de futebol do planeta sem comprometer o orçamento no futuro.

Veja a simulação:

  • Tesouro Selic: aporte mensal de aproximadamente R$ 832,11;
  • Tesouro IPCA+: aporte mensal de aproximadamente R$ 818,69;
  • Tesouro Prefixado: aporte mensal de aproximadamente R$ 791,28.