Petróleo Brent chega a US$ 111 com nova escalda no Oriente Médio

Aumento das tensões aumenta a preocupação com o fornecimento de petróleo e pode influenciar as próximas decisões de juros.

Publicado em 20/10/2026 às 14:59h Publicado em 20/10/2026 às 14:59h por Wesley Santana
Taxa de juros no Brasil e nos EUA deve ser decidida nas próximas semanas  (Imagem: Shutterstock)
Taxa de juros no Brasil e nos EUA deve ser decidida nas próximas semanas (Imagem: Shutterstock)

O petróleo voltou a bater novas máximas nesta terça-feira (20). Por volta das 10h, o barril do tipo Brent era negociado a US$ 111, o maior nível dos últimos 5 meses.

Com isso, o óleo já acumula uma alta mensal de 0,85%, conforme mostram os monitores de commodities. No ano, a valorização já passa de 80%, conforme dados registrados no fechamento desta reportagem. 

A aceleração desta terça se relaciona ainda à guerra no Irã, que não tem nenhuma solução no horizonte. Desta vez, os houthis do Iêmen, que são alinhados a Teerã, fizeram ataques sucessivos a alvos na Arábia Saudita.

Um dos alvos atingidos foi uma instalação da Saudi Aramco, a maior petrolífera do mundo. O Aeroporto de Riad também já havia sido alvo de bombardeios nas últimas semanas.

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Soma-se a isso o fato de que embarcações de petróleo estão sendo atacadas no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte da commodity mundial. Com isso, há temor de desabastecimento e de impacto em economias que dependem do óleo que passa pelo local.

“Também há deterioração nas negociações diplomáticas. Não há novos canais oficiais de comunicação entre Teerã e Washington, e isso acaba alimentando a percepção de que o mercado deve trabalhar com uma oferta menor vinda de países do Oriente Médio ao longo das próximas semanas”, afirma Bruno Cordeiro, analista de inteligência de mercado da StoneX.

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Impacto nos juros

O aumento no preço do petróleo acende o alerta do mercado para as próximas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. O Banco Central deve se reunir na primeira semana de novembro para discutir a trajetória da Selic, e o preço da commodity deve estar no radar dos diretores.

Já nos EUA, a reunião será realizada entre os dias 27 e 28 de outubro, já na próxima semana. O mercado praticamente descarta uma redução nos juros, mantendo uma perspectiva de manutenção no patamar atual, que é o intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano.