Petrobras (PETR4): Produção sobe, mas dividendos podem cair no 4T25
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
✈ Nesta quinta-feira (26), a Petrobras (PETR4) anunciou uma redução de 9,1% no querosene de aviação. Segundo comunicado divulgado no começo da tarde, o recuo do preço se dará a partir de outubro.
A CEO da companhia, Magda Chambriard, já havia adiantado esse possível corte aos jornalistas, quando disse que seria próximo de 10%. Segundo ela, a empresa trabalha para ser concorrente no mercado, o que pode significar uma redução nos próximos quando for possível.
"A gente olha o tempo todo o preço dos combustíveis. Isso é um trabalho permanente. Toda vez que a gente entender que é possível reduzir o preço, nós vamos fazer", disse Magda, em evento no Rio de Janeiro.
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Quando a redução for de fato repassado, o querosene de aviação vai alcançar uma baixa de 16,4% no acumulado de 2024. Esse cálculo chega a cair em um terço se o comparativo for feito em relação à dezembro de 2022.
Em termos práticos, a nova política vai fazer o combustível sofrer um desconto de R$ 0,34 por litro, prevê os cálculos da estatal. Os novos valores serão divulgados pela companhia no dia primeiro dia útil de outubro.
Desde o começo do dia, as ações da petroleira registram forte baixa no pregão, um caminho também seguido por outras empresas do setor. Às 13h, o recuo era de 2,3%, para R$ 36,20, segundo dados da bolsa de valores.
No cenário dos últimos 9 meses, a companhia apresenta baixa de 4,3%, ainda de acordo com a B3.
Para analistas, baixa do petróleo e alta dos investimentos devem pressionar proventos.
A estatal produziu 3,109 milhões de boe/d no 4T25, volume praticamente estável ante o trimestre anterior, com recuo de 1,1%.
Estatal é alvo de infração por parte do Ibama, que identificou o derramamento de fluído oleoso.
A estatal comprou uma participação de 42,5% em um bloco exploratório de 11 mil km².
Apesar da autorização, a retomada da perfuração está condicionada ao cumprimento de uma série de exigências técnicas.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
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