Oncoclínicas (ONCO3) cai quase 6% após resultados do 1T26; veja números
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
A Oncoclínicas (ONCO3) estaria avaliando converter parte de sua dívida circulante em ações, conforme apurou a reportagem do Valor. Essa seria uma saída buscada pela companhia para diminuir sua alavancagem financeira que hoje está em 4,4 vezes.
A empresa deve convocar uma assembleia extraordinária nos próximos dias para definir qual seria o melhor caminho. Também existe a possibilidade de emitir cerca de 500 milhões de novas ações, que somado ao número atual de ativos, pode chegar a um total de 1,3 bilhão de papéis no mercado.
A diretoria da companhia quer fazer uma oferta de ações no valor de R$ 1,5 bilhão e oferecer bônus de subscrição aos investidores, na proporção de um papel para cada ação. Neste caso, a oferta chegaria ao total de R$ 3 bilhões, caso todos os bônus fossem distribuídos.
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Já a outra opção é converter as debêntures do mercado em ações, no mesmo expediente que fez outras companhias, como a Azul. No entanto, pode encontrar dificuldades dado o atual valor dos papeis. "Só converteria se o preço do papel para conversão tivesse um desconto, caindo para R$ 2 a R$ 3", calculou um credor, à pedido da reportagem.
A dívida atual da companhia é de R$ 4,7 bilhões, conforme destacou no último balanço trimestral divulgado. O valor vai aumentando com bastante velocidade dado o atual cenário de juros básico, com a Selic na casa de 15% ao ano.
No pregão desta terça-feira (19), a empresa fechou com um recuo de 2,1%, abaixo de R$ 5. Durante todo o dia as ações performaram no patamar abaixo de R$ 4,50, mas, no fim do dia, com a notícia da conversão, reagiram.
No começo deste ano, a mesma empresa esteve no radar dos investidores, depois da notícia de uma eventual fusão com a Dasa. Informações de bastidores deram conta de que as companhias estavam negociando combinar os negócios de oncologia para criar uma gigante do setor.
O M&A se daria por meio da transferência de ações entre acionistas das duas companhias. No entanto, poucos dias depois, a marca negou a informação, o que acalmou os ânimos do mercado.
Desde janeiro, os papéis da Oncoclínicas acumulam uma valorização de 110%, segundo dados da B3. O atual valor de mercado ensaia para chegar a faixa de R$ 3 bilhões, o que pode acontecer no próximo pregão.
O montante impressiona por ser mais de três vezes superior ao prejuízo de R$ 132 milhões no período anterior.
A decisão, segundo a companhia, foi motivada por fatores macroeconômicos.
Empresa ganha tempo para reestruturar dívidas e atrai novos aportes
Companhia vai receber até R$ 150 milhões para comprar remédios e normalizar atendimentos.
Com a perda do apoio da Porto e Fleury, a companhia ainda negocia alternativas de capitalização, segundo o JP Morgan.
Oncoclínicas vai avaliar outras formas de reestruturar suas contas, enquanto busca proteção judicial contra credores.
A iniciativa tem como foco preservar a operação enquanto conduz tratativas com credores.
A companhia teve um prejuízo de R$ 3,6 bilhões em 2025 e não tem caixa para pagar as dívidas de curto prazo.
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