Oi (OIBR3) não divulgará balanços do 1T26 e 2T26 e ainda deve números de 2025
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
A Oi (OIBR3) opera em forte alta na B3 nesta quarta-feira (18), impulsionada pelo andamento de mais um dos negócios previstos no seu plano de recuperação judicial: a venda da sua base de clientes de fibra óptica.
📞 A Oi Fibra será comprada pela V.Tal por R$ 5,6 bilhões. O negócio já havia sido aprovado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) na última quinta-feira (13) e recebeu o aval da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) nessa terça-feira (17).
A Oi disse, então, que seguirá com a implementação da transação e ressaltou que "o desfecho dessa etapa é um pilar fundamental na busca pela viabilidade operacional da Companhia, com vistas à superação de sua atual situação-econômico-financeira e à continuidade de suas atividades".
Com isso, as ações da companhia figuram entre as maiores altas da B3 nesta quarta-feira (18). Às 14h15, as ações ordinárias da Oi subiam 7,20% e eram negociadas por R$ 1,43. Já o Ibovespa caía 2,05%, pressionado pelo risco fiscal.
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💲 Pela proposta da V.Tal, os R$ 5,6 bilhões referentes à compra da Oi Fibra não serão pagas em dinheiro, mas por meio do abatimento de dívidas e pela entrega de ações da companhia para a Oi.
Com isso, a V.Tal deve abrir mão de debêntures avaliadas em cerca de R$ 308 milhões e de créditos extraconcursais de aproximadamente R$ 375 milhões detidos contra a Oi. Além disso, emitirá cerca de 4,76 bilhões de novas ações a serem subscritas pela Oi.
Inicialmente, a Oi esperava arrecadar R$ 7,3 bilhões com a venda da Oi Fibra. Contudo, só recebeu uma proposta de R$ 1 bilhão da Ligga Telecom no leilão realizado em julho deste ano. A companhia decidiu, então, rejeitar a proposta e fazer um novo leilão em outubro, aceitando desta vez a oferta de R$ 5,6 bilhões da V.Tal.
A companhia não divulgará os balanços do 1º e 2º trimestre de 2026, acumulando mais atrasos junto aos resultados de 2025.
O acionista informou que a alienação das ações não tem como objetivo alterar a estrutura administrativa da companhia.
Empresa em recuperação judicial ainda precisa cumprir rito burocrático para concluir a transação.
De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.
Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Victor Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi.
A decisão manteve a liquidação ordenada dos ativos pelo gestor judicial até o julgamento do mérito dos recursos.
A empresa divulgou a informação na última terça-feira (12).
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