Nvidia (NVDC34) mais que dobra lucro e chega a US$ 60 bilhões no 2T26

Big tech supera expectativa de lucro por ação, mas ações recuam após divulgação do balanço.

Publicado em 27/08/2026 às 07:36h Publicado em 27/08/2026 às 07:36h por Wesley Santana
Com mais de US$ 5 trilhoes em valuation, empresa é a mais valiosa do mundo (Imagem: Shutterstock)
Com mais de US$ 5 trilhoes em valuation, empresa é a mais valiosa do mundo (Imagem: Shutterstock)

A Nvidia (NVDC34) divulgou, na noite desta quinta-feira (27), o balanço financeiro do segundo trimestre de 2026. A empresa viu o lucro líquido avançar 126% no período, alcançando o patamar de US$ 59,7 bilhões pela primeira vez na história.

Diante disso, o lucro por ação foi ao patamar de US$ 2,22, ante os US$ 2,09 esperados pelos analistas. O valor representa mais que o dobro do reportado pela big tech um ano antes, no segundo trimestre de 2025.

Segundo o documento, o resultado veio impulsionado pela receita recorde e pelo lucro operacional, que ficou em US$ 53,9 bilhões. No mesmo período, a companhia alcançou um capex (indicador de investimentos) de US$ 2,6 bilhões, com avanço de 41% na comparação anual.

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A empresa também reportou a margem bruta do trimestre, que foi de 75%, seguindo a linha esperada pelos analistas. Já a geração de caixa registrou uma queda acentuada, somando US$ 23,2 bi, contra os US$ 48,6 bi registrados no trimestre imediatamente anterior.

Quem apresentou os números aos investidores foi o CEO Jensen Huang, que destacou a alta na demanda pela inteligência artificial. O executivo destacou a procura por componentes, que tem acelerado os números da empresa dia após dia.

"A IA atingiu seu ponto de inflexão. Está fazendo um trabalho útil. Seus tokens são produtivos e rentáveis", disse Huang. "A demanda está acelerando. A expansão da infraestrutura de IA avança a todo vapor", acrescentou.

O momento também foi de dar uma projeção dos próximos passos aos investidores. Por isso, a Nvidia destacou que a margem de lucro bruta esperada para o ano fiscal de 2027 é entre 71% e 72%, enquanto para 2028 fica entre 72% e 73%.

Após a divulgação dos resultados, as ações da companhia caíram em Nasdaq, onde estão listadas, como já é de costume depois que os balanços são publicados. O recuo foi de 1,6%, perdendo a casa de US$ 210.

“O resultado foi muito bom, mas veio em linha com o que os investidores esperavam, não muito acima”, disse a analista do Global Technology Fund da São Pedro Capital, Gabriela Moraes. “Os investidores esperavam receita entre US$ 95 bilhões e 96 bilhões, e projeção de receita para o próximo trimestre entre US$ 108 bilhões e US$ 109 bilhões", continuou, em entrevista ao Valor.

Bancos recalibram projeções

Bastou apenas alguns minutos depois da publicação dos balanços para que bancos e casas de análise fizessem suas considerações sobre os números. Diante disso, os preços-alvos para as ações da Nvidia foram elevados por pelo menos três instituições financeiras nos Estados Unidos.

Um desses casos foi do Goldman Sachs, que elevou a projeção de US$ 285 para US$ 300. O Mizuho também revisou as expectativas, subindo de US$ 300 para US$ 315.

Em ambos os casos, os analistas acreditam que a empresa mais valiosa do mundo ainda tem uma longa avenida de crescimento pela frente. Segundo essas projeções, até o fim do próximo ano, os investidores podem ver o valuation da companhia avançar pelo menos 40%.

Há, porém, quem seja ainda mais otimista e projete pelo menos o dobro do atual valor das ações. Bernstein SocGen Group recalibrou as projeções, focando em um preço-alvo de US$ 400, ou seja, praticamente um ganho de 100% em relação ao patamar atual.

No Brasil, os BDRs da Nvidia são negociados no patamar de R$ 22,50, segundo dados da B3. Por aqui, há poucos bancos que cobrem o papel e recomendam sua compra, como é o caso da XP Investimentos.

“Seguimos com uma perspectiva positiva para a companhia. A Nvidia iniciou suas entregas de produção do Vera Rubin no começo de agosto, dentro do cronograma, com os componentes da infraestrutura sendo tratados como novos vetores de receita e já incorporados no guidance de US$ 108 bilhões para o ano fiscal (~4% acima do consenso)", escreveram os analistas Maria Irene Jordão e Raphael Figueiredo.

"A China segue como um risco relevante, mas a contribuição da região para a receita de Data Centers, apesar de pequena, é uma sinalização otimista para a penetração da companhia no país. Por fim, o custo de memória junto a exposição da companhia ao ciclo de crédito para as companhias de computação na nuvem, a coloca no lado mais positivo da dinâmica, apesar da redução da qualidade do fluxo de caixa no curto prazo”, finalizam. 

NVDC34

Nvidia
Cotação

US$ 22,60

Variação (12M)

10,50 % Logo Nvidia

Margem Líquida

62,97 %

DY

0,09%

P/L

31,72

P/VP

25,90