Negociações entre Irã e EUA não avançam, e petróleo dispara 4%

País persa, no entanto, diz que deve continuar contatos diplomáticos nos próximos dias.

Publicado em 28/09/2026 às 07:56h Publicado em 28/09/2026 às 07:56h por Wesley Santana
Mercado reage ao fato de que o Estreito de Ormuz deve continuar bloqueado (Imagem: Shutterstock)
Mercado reage ao fato de que o Estreito de Ormuz deve continuar bloqueado (Imagem: Shutterstock)

O petróleo inicia mais uma semana com disparada no mercado internacional, mostram os principais monitores do setor. Nesta segunda-feira (28), o barril do tipo Brent avança mais de 4%, para acima de US$ 108. 

O movimento ocorre depois que o presidente Donald Trump rejeitou o plano de paz proposto pelo Irã. Diante disso, o Estreito de Ormuz deve continuar bloqueado para o tráfego de navios petroleiros. 

“Para os contratos futuros do Brent, US$ 120 por barril continua sendo uma resistência crucial. Enquanto os preços não conseguirem se manter acima desse nível, uma retração continua sendo possível, especialmente se o transporte marítimo melhorar ou se as negociações avançarem”, analisa Sugandha Sachdeva, fundadora da SS WealthStreet. “A rejeição reduziu as esperanças de um avanço imediato, embora os esforços diplomáticos não tenham terminado”.

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Segundo a imprensa norte-americana, o governo iraniano deve continuar o acordo no formato como foi proposto. Esse seria o único caminho para terminar o conflito no Oriente Médio que se arrasta ao menos desde fevereiro.

"Nossas condições são claras, e qualquer medida para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições", escreveu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, nas redes sociais. "Somente uma solução negociada pode tirar as partes desse impasse”, continuou. 

A proposta de paz foi divulgada na semana passada pelo Irã, durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O documento também foi enviado aos EUA por meio de mediadores do Catar. 

Ao rejeitar a proposta, Trump disse que a pressão feita pelos EUA estaria fazendo com que o governo persa busque uma solução imediata. "Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio", declarou, em entrevistas a jornalistas.