Embraer (EMBR3) aumenta projeção para Eve, e banco estrangeiro eleva preço-alvo
Scotiabank diz que apenas a carteira de pedidos representa mais de quatro anos de receita da fabricante de aeronaves.
Nesta semana, os analistas do JP Morgan visitaram a fábrica da Embraer (EMBJ3) no interior de São Paulo. Junto de investidores, eles saíram animados do espaço e reafirmaram a recomendação de compra para os papéis.
Atualmente, o banco norte-americano projeta uma alta de quase 30% para as ações da companhia, focando em um preço-alvo de R$ 108. Nesta quarta-feira (3), a empresa negocia suas ações por R$ 85, conforme dados da B3.
“Como exemplo da atividade de campanha de vendas da Embraer, durante nossa visita, encontramos uma delegação da Índia acompanhada pelo CEO da Embraer para Aviação Comercial, Arjan Meijer, o que consideramos um sinal positivo para potenciais novos pedidos”, diz relatório publicado pela equipe do JP.
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A visita provocou uma reação positiva nas ações da fabricante brasileira, que opera com alta de 1,2% na tarde desta quarta. A valorização do ativo, porém, já chega a 50% no acumulado deste ano, ainda de acordo com a bolsa brasileira.
A instituição financeira ainda destacou outros pontos que fazem acreditar na tese de investimentos da Embraer. O primeiro deles se sustenta na performance da companhia durante a feira Dubai Air Show, de onde a companhia saiu com novos potenciais clientes no segmento de defesa.
Além disso, eles pontuaram que a empresa ainda tem um caminho de possibilidades de venda antes do término de 2025. Por fim, destacaram que a companhia deve atingir a meta de entregas de até 85 aeronaves por ano.
Nesta semana, a Embraer informou ao mercado que concluiu seu programa de recompra de ações, aprovado pelo conselho de administração em 6 de novembro. No total, a companhia comprou 10,8 milhões de papéis, conforme previsto em comunicado inicial.
A conclusão do programa não conduz a nenhuma alteração na estrutura acionária da companhia. O valor usado para pagar os papéis foi oriundo do caixa da instituição, de acordo com provisão já feita anteriormente.
Scotiabank diz que apenas a carteira de pedidos representa mais de quatro anos de receita da fabricante de aeronaves.
A fabricante brasileira destacou que o E195-E2 vem registrando crescimento na demanda.
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O resultado foi afetado por ajustes na forma com que os impostos são registrados no balanço.
A partir do dia 12 de maio as ações passam a ser negociadas "ex-dividendos".
As entregas somaram 44 aeronaves no 1T26 em todas as unidades de negócios, volume 47% superior ao registrado no 1T25.
Antonio Carlos Garcia deixou a companhia para assumir um cargo na Azul (AZUL53).
As ações fecharam o dia com alta de 4,74%, a R$ 80,59, tendo atingido máxima intradia de 6,56%, a R$ 82,00.
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