Embraer (EMBJ3) dispara mais de 5% após anúncio de venda de aviões
A fabricante brasileira destacou que o E195-E2 vem registrando crescimento na demanda.
Nesta terça-feira (9), a Embraer (EMBJ3) publicou uma nova expectativa para sua subsidiária de aeronaves elétricas. A companhia informou que a Eve deve gerar receita anual de até US$ 1,5 bilhão depois de aumentar sua produção de veículos.
Ainda não há prazo para que a empresa receba as certificações necessárias, mas a Embraer trabalha com planos para isso ocorrer até 2028. Há poucos meses, a Eve recebeu uma de suas primeiras certificações de voo no Brasil, depois de fazer seu protótipo de aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL) voar pela primeira vez.
Nesta mesma esteira, um banco de investimentos passou a cobrir as ações e elevou as estimativas do mercado para os papéis da fabricante brasileira. O canadense Scotiabank fixou o preço-alvo dos papéis em US$ 81, o que representa um upside de 47% em relação à cotação atual.
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Segundo os analistas, a Embraer apresenta várias “turbinas de crescimento” e tem sido “negociada com desconto injustificado” em comparação aos seus pares globais. Como base de comparação, citam a Airbus e a Bombardier, que negociam a 10,9x e 14,1x Ebitda, respectivamente, enquanto a brasileira registra 8,2x.
“Isso ocorre apesar de a empresa apresentar qualidade semelhante de carteira de pedidos e uma trajetória superior de geração de fluxo de caixa livre (FCF)”, afirmam Jorge Gabrich e Pedro Nascimento.
Eles destacam, ainda, que a carteira de pedidos firmes chega a US$ 33,4 bilhões, valor que representa mais de quatro anos de receita. Diante disso, entendem que apenas o negócio da Embraer justificaria um crescimento de 27% nos papéis, mas, somado aos ativos da Eve, o potencial de valorização pode ser ainda maior nas próximas temporadas.
“O fluxo de caixa livre deve acelerar significativamente a partir de 2027, passando de US$ 223 milhões em 2026 para US$ 911 milhões em 2029. Com isso, o retorno sobre patrimônio (ROE) poderá superar 20% até o fim da década”, diz a instituição canadense.
Na B3, a Embraer negocia hoje na faixa de R$ 74, com queda de 16% no acumulado deste ano de 2026. Já na NYSE, os ADRs da companhia operam em US$ 57,50, com variação negativa de 12% no mesmo intervalo de tempo.
A fabricante brasileira destacou que o E195-E2 vem registrando crescimento na demanda.
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O resultado foi afetado por ajustes na forma com que os impostos são registrados no balanço.
A partir do dia 12 de maio as ações passam a ser negociadas "ex-dividendos".
As entregas somaram 44 aeronaves no 1T26 em todas as unidades de negócios, volume 47% superior ao registrado no 1T25.
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As ações fecharam o dia com alta de 4,74%, a R$ 80,59, tendo atingido máxima intradia de 6,56%, a R$ 82,00.
Com isso, Embraer entra em grupo seleto da indústria da defesa e mira novos negócios.
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