Embraer (EMBJ3) engata sétimo recorde consecutivo em encomendas; veja o 2T26
Fabricante brasileira de aeronaves registra crescimento de +16% na comparação com o mesmo período de 2025.
Nesta terça-feira (9), a Embraer (EMBJ3) publicou uma nova expectativa para sua subsidiária de aeronaves elétricas. A companhia informou que a Eve deve gerar receita anual de até US$ 1,5 bilhão depois de aumentar sua produção de veículos.
Ainda não há prazo para que a empresa receba as certificações necessárias, mas a Embraer trabalha com planos para isso ocorrer até 2028. Há poucos meses, a Eve recebeu uma de suas primeiras certificações de voo no Brasil, depois de fazer seu protótipo de aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL) voar pela primeira vez.
Nesta mesma esteira, um banco de investimentos passou a cobrir as ações e elevou as estimativas do mercado para os papéis da fabricante brasileira. O canadense Scotiabank fixou o preço-alvo dos papéis em US$ 81, o que representa um upside de 47% em relação à cotação atual.
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Segundo os analistas, a Embraer apresenta várias “turbinas de crescimento” e tem sido “negociada com desconto injustificado” em comparação aos seus pares globais. Como base de comparação, citam a Airbus e a Bombardier, que negociam a 10,9x e 14,1x Ebitda, respectivamente, enquanto a brasileira registra 8,2x.
“Isso ocorre apesar de a empresa apresentar qualidade semelhante de carteira de pedidos e uma trajetória superior de geração de fluxo de caixa livre (FCF)”, afirmam Jorge Gabrich e Pedro Nascimento.
Eles destacam, ainda, que a carteira de pedidos firmes chega a US$ 33,4 bilhões, valor que representa mais de quatro anos de receita. Diante disso, entendem que apenas o negócio da Embraer justificaria um crescimento de 27% nos papéis, mas, somado aos ativos da Eve, o potencial de valorização pode ser ainda maior nas próximas temporadas.
“O fluxo de caixa livre deve acelerar significativamente a partir de 2027, passando de US$ 223 milhões em 2026 para US$ 911 milhões em 2029. Com isso, o retorno sobre patrimônio (ROE) poderá superar 20% até o fim da década”, diz a instituição canadense.
Na B3, a Embraer negocia hoje na faixa de R$ 74, com queda de 16% no acumulado deste ano de 2026. Já na NYSE, os ADRs da companhia operam em US$ 57,50, com variação negativa de 12% no mesmo intervalo de tempo.
Fabricante brasileira de aeronaves registra crescimento de +16% na comparação com o mesmo período de 2025.
O negócio foi fechado em meio à Farnborough Airshow, no Reino Unido.
Para a empresa, o aumento do fluxo de passageiros e a busca por novos destinos vão sustentar a demanda por jatos.
A forte demanda por jatos comerciais e executivos favoreceu a fabricante brasileira no trimestre.
FAA identifica possível falha técnica e determina verificações adicionais em aeronaves nos Estados Unidos.
Apesar da melhora nos resultados, o banco destaca que a empresa ainda negocia com desconto frente aos concorrentes globais.
Para o Bradesco BBI, o movimento é positivo para a Embraer, pois reforça que as negociações da companhia no Marrocos seguem avançando.
As ações compradas até o fim do pregão de 23 de junho de 2026 dão direito ao provento, após essa data, os papéis ficam "ex".
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