Irã ataca bases dos EUA na Jordânia e petróleo dispara acima dos US$ 100

Escalada no Oriente Médio pressiona as commodities e aumenta a preocupação dos mercados com a inflação.

Publicado em 09/09/2026 às 07:57h Publicado em 09/09/2026 às 07:57h por Wesley Santana
Ataques também devem mexer com cotação do dólar (Imagem: Shutterstock)
Ataques também devem mexer com cotação do dólar (Imagem: Shutterstock)

O Oriente Médio volta a ser um dos assuntos mais acompanhados pelo mercado, com seus desdobramentos que afetam os ativos internacionais. Nesta quarta-feira (9), a Guarda Revolucionária do Irã atacou as bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, um país vizinho.

O grupo ainda afirma ter atacado outros 10 navios que trafegavam pelo Estreito de Ormuz também nesta madrugada. A ação de Teerã veio como uma resposta aos ataques norte-americanos que destruíram cinco petroleiros.

Os EUA, por sua vez, dizem que retaliaram um ataque que vitimou um navio de guerra da Marinha dos EUA. ‘O Irã continua tentando atacar navios da Marinha dos EUA e, cada vez que fizerem isso ou tentarem fazer isso, perderão petroleiros’, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

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No mercado, os ataques repercutiram quase de forma instantânea, com algumas das principais commodities disparando. A principal delas é o petróleo, que apresentou variação de 2,7% nas últimas 24 horas.

Com isso, o barril tipo Brent volta a ser negociado acima dos US$ 100 pela primeira vez desde julho. Só em dezembro, o petróleo já avançou quase 15%, mostram os monitores da commodity.

Na Ásia, as bolsas reagiram de forma diferente, sem uma direção única. No Japão, o Nikkei caiu 0,2%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,4%.

Petróleo alta, impacto no bolso

A volta do petróleo a esse patamar representa um problema para os governos, que têm feito de tudo para tentar colocar a inflação no eixo. O item é um dos que mais pesam no cálculo mensal porque influencia não só no combustível, mas em toda a cadeia logística, influenciando no aumento de produtos de alimentação.

Com o arrefecimento do conflito no mês passado, muitos analistas já davam como certa uma queda na taxa de juros. No entanto, o cenário que começa a se desenhar é um pouco mais complexo e demanda mais cautela por parte dos bancos centrais.

No Brasil, a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) está marcada para os dias 15 e 16 de setembro. A estimativa do último Relatório Focus é de que a Selic chegue a 13,75% até o fim do ano, o que representaria um único corte de 0,25% em relação à faixa atual.