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Ibovespa (IBOV) encerrou esta quinta-feira (30) com alta de 1,88%, aos 177.158,86 pontos, na máxima do dia, um ganho de 3.273,52 pontos. O movimento acompanhou a melhora nos mercados internacionais após dados econômicos americanos mais benignos.
O
dólar comercial recuou 0,92%, encerrando a R$ 5,061. Os juros futuros fecharam em queda por toda a curva.
O principal catalisador do dia foi a divulgação do PCE (Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal) de junho nos EUA, que veio abaixo das expectativas do mercado.
O indicador é considerado a principal referência de
inflação pelo Federal Reserve na calibragem da política monetária. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego também cresceram menos do que o esperado, contribuindo para o alívio nos mercados.
Por outro lado, a prévia do
PIB americano no segundo trimestre de 2026 mostrou crescimento de 1,5% ao ano, abaixo das projeções e inferior ao PIB da Zona do Euro, que avançou 1,8% no mesmo período, apesar das incertezas geopolíticas.
Os índices europeus terminaram no campo positivo, e Wall Street registrou altas robustas, com destaque para as ações da
Microsoft (MSFT34) após balanço trimestral acima do esperado.
Oriente Médio segue em escalada
O alívio dos dados americanos foi suficiente para deixar o conflito no Oriente Médio em segundo plano. EUA e Irã seguem trocando ataques, a Arábia Saudita passou a atacar o Iraque, e um drone não identificado atingiu embarcações no Porto de Damietta, no Egito, elevando os riscos à navegação próximo ao Canal de Suez.
Israel continuou avançando sobre território palestino. Apesar do cenário, o
petróleo encerrou o dia em queda, em meio a discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Desemprego cai a 5,4% e arrecadação bate recorde para junho
No cenário doméstico, o desemprego recuou para 5,4%, patamar que, segundo analistas, segue travando o ciclo de cortes da
Selic, embora o mercado de trabalho dê sinais graduais de esfriamento.
O Tesouro Nacional informou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, após R$ 53,257 bilhões em maio.
A dívida pública federal subiu 2,61% em junho, atingindo R$ 9,268 trilhões. Em contrapartida, a arrecadação federal cresceu 7,7% em junho, somando R$ 264,437 bilhões, o maior nível já registrado para o mês, impulsionada pelo petróleo.
Nos bastidores, o tema das mudanças climáticas começa a ganhar contornos econômicos concretos. Chuvas intensas voltaram a assombrar o Sul do país, com registros de tornados e inundações no Rio Grande do Sul, enquanto o litoral do Sudeste também foi afetado. A Ambev, inclusive, já sinalizou que se prepara para o El Niño mais intenso desde 1950.
Temporada de balanços
A temporada de resultados do 2T26 trouxe movimentos bruscos no pregão. A
Motiva (MOTV3) foi o destaque positivo, com alta de 5,16% após surpresa positiva com o capex no balanço do trimestre.
A
Usiminas (USIM5), apesar de ter registrado lucro três vezes maior no período, caiu 9,25%, penalizada por perspectivas negativas à frente.
A
Ambev (ABEV3), que reportou alta de 24,5% no lucro e anunciou R$ 1,1 bilhão em proventos, ficou no vermelho durante quase toda a sessão por resultado abaixo das projeções, mas virou no final e fechou com alta de 0,38%.
Já
Vivo (VIVT3) e
TIM (TIMS3), que divulgaram balanços na véspera, encerraram com alta de 0,28% e queda de 0,92%, respectivamente.
Petrobras sobe 2%, Vale avança 1,4% e bancos fecham mistos
A
Petrobras (PETR4) subiu 2,00%, mesmo com o petróleo em queda, contribuindo para o desempenho positivo do Ibovespa ao lado da
Vale (VALE3), que ganhou 1,39% na última sessão antes de divulgar seu balanço do 2T26, previsto para após o fechamento.
O
Bradesco (BBDC4) virou no final e fechou com alta de 0,22%, beneficiado pela notícia do aumento de capital. O
Santander (SANB11) recuou 1,48%, ainda penalizado pelo balanço decepcionante do 2T26.
📊 A sexta-feira (31) encerra julho e traz o IPP (Índice de Preços ao Produtor) como o dado mais aguardado no Brasil.
Maiores altas
- MBRF3: +7,80% | R$ 17,96
- TOTS3: +5,74% | R$ 31,13
- COGN3: +5,48% | R$ 2,31
- MGLU3: +5,46% | R$ 5,01
- CURY3: +5,37% | R$ 30,40
Maiores baixas
- USIM5: -9,25% | R$ 7,55
- CSNA3: -4,81% | R$ 4,95
- CMIN3: -4,35% | R$ 5,72
- BRAV3: -2,07% | R$ 20,39
- AZZA3: -1,80% | R$ 15,86