Ibovespa cai para 172 mil pontos e acumula perda de 13% desde abril

Bolsa brasileira amplia correção com pressão de ações como PCAR3, QUAL3 e BEEF3, enquanto petróleo dispara.

Publicado em 01/06/2026 às 18:14h Publicado em 01/06/2026 às 18:14h por Wesley Santana
Negociações sem avanço no Oriente Médio fez indicador da B3 recuar no 1º pregão de junho (Imagem: Shutterstock)
Negociações sem avanço no Oriente Médio fez indicador da B3 recuar no 1º pregão de junho (Imagem: Shutterstock)

Nesta segunda-feira (1º), o Ibovespa (IBOV) continua expandindo suas perdas, mostram dados da B3. O indicador da bolsa de valores recuou mais de 0,9% no pregão, voltando a ser negociado no patamar de 172,2 mil pontos.

Com isso, o índice já soma uma perda de 13% desde abril, quando alcançou seu recorde histórico. Isso faz com que parte da valorização de 2026 tenha sido amortecida, mesmo que o índice ainda carregue 7% de alta no ano.

O resultado desta segunda-feira reflete as negociações para o fim da guerra no Irã, que não avançam como deveriam. Também carrega o desempenho de empresas do indicador que tiveram um dia para esquecer na bolsa.

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É o caso do Pão de Açúcar (PCAR3), que viu seus papéis recuarem mais de 12% na B3, chegando a ser cotados em menos de R$ 1,65. A empresa ainda sente os impactos do seu balanço do primeiro trimestre.

A bolsa sentiu impacto também dos tickers de Qualicorp (QUAL3) e Minerva (BEEF3), que ampliaram as perdas das últimas semanas. A primeira caiu 7%, enquanto a segunda caiu 5%, ainda de acordo com a B3.

Na outra ponta, aparece a Raízen (RAIZ4), que obteve a maior valorização do dia, com alta de 8,3%. A empresa tem tentado se recuperar de uma das piores baixas da bolsa, que faz com que as ações estejam cotadas em menos de R$ 0,40.

Outros destaques positivos do dia foram Totvs (TOTS3) e CVC (CVCB3), que avançaram 4,3% e 3,3%, respectivamente. LWSA (LWSA3) e Brava Energia (BRAV3) também tiveram um dia próspero na B3.

Dólar cai

Já a cotação do dólar apresentou recuo durante o dia, caindo quase 0,4%, conforme dados do Banco Central. Assim, a divisa norte-americana alcançou R$ 5,02.

O euro recuou ainda mais, cerca de 0,65%, e chegou à casa de R$ 5,84. O mesmo aconteceu com o Bitcoin (BTC), que recuou 2,6% e voltou à casa dos 360 mil.

Entre as commodities, o principal movimento foi visto no petróleo, que avançou de forma exponencial. O barril tipo Brent se valorizou 5,7% e novamente passou a ser cotado acima dos US$ 95.

“A gente viu um movimento de queda hoje do dólar no Brasil, destoando um pouco das outras moedas emergentes, que acabaram ficando mais pressionadas”, comentou à tarde Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, em entrevista ao InfoMoney. “A notícia de que o Irã suspendeu as negociações com os EUA acabou deixando os investidores mais cautelosos, e isso em tese costuma favorecer o dólar. Ainda assim, o real foi uma das poucas moedas emergentes que se valorizou, impulsionado pela alta do preço do petróleo, que é positivo para o Brasil.”