Gol corta voos por causa da alta dos combustíveis

O querosene de aviação quase dobrou de preço em meio à guerra no Oriente Médio.

Publicado em 14/10/2026 às 12:39h Publicado em 14/10/2026 às 12:39h por Marina Barbosa
Gol deve reduzir rotas domésticas e internacionais a partir de 2027 (Imagem: Shutterstock)
Gol deve reduzir rotas domésticas e internacionais a partir de 2027 (Imagem: Shutterstock)
A Gol Linhas Aéreas vai reduzir a sua operação, devido à alta dos preços dos combustíveis.
✈️ O querosene de aviação representa 40% dos custos operacionais da Gol e quase dobrou de preço nos últimos meses. Por isso, a companhia decidiu diminuir a frequência ou suspender algumas rotas domésticas e internacionais.
O ajuste deve afetar o fluxo de passageiros para destinos como Miami, Flórida e Punta Cana a partir do início de 2027.
Em nota, a Gol não abriu todas as rotas afetadas pelo ajuste, mas lembrou que o ajuste da malha aérea é um processo contínuo no setor de aviação comercial.
"O planejamento de malha é um processo dinâmico e contínuo no setor de aviação comercial e ocorre rigorosamente de acordo com as necessidades da operação como um todo, sem qualquer distinção ou priorização regional por parte da Companhia", afirmou.
A empresa também disse que, apesar do ajustes vai continuar oferecendo opções de conectividade aos seus clientes, por meio de voos com conexão ou em parceria com companhias aéreas parceiras.
A Gol mantém mais de 60 acordos de codeshare e interline. Dessa forma, consegue compartilhar voos e combinar rotas com empresas como American Airlines, KLM e Avianca.

A disparada do querosene de aviação

⛽ O preço do querosene de aviação disparou devido à escalada da cotação internacional do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.
O combustível vendido pela Petrobras (PETR4), por exemplo, é reajustado mensalmente e já acumula uma alta de aproximadamente 70% desde o início do conflito. 
Com isso, a Azul (AZUL3) também já havia cortado alguns voos e as passagens aéreas ficaram mais caras no Brasil.
As passagens subiram 9,66% só em setembro. Por isso, ajudaram a pressionar a inflação do mês, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).