EUA voltam a atacar Irã após quase dois meses; Teerã reage na Jordânia

Bombardeios atingiram plataformas militares iranianas no Estreito de Ormuz, segundo Washington.

Publicado em 31/08/2026 às 08:02h Publicado em 31/08/2026 às 08:02h por Wesley Santana
EUA atacaram alvos no Estreito de Ormuz por onde passa parte do petróleo global (Imagem: Shutterstock)
EUA atacaram alvos no Estreito de Ormuz por onde passa parte do petróleo global (Imagem: Shutterstock)

Depois de quase dois meses sem ataques, neste domingo (30), os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã. Duas plataformas militares do país foram atacadas por foguetes no Estreito de Ormuz, disseram representantes de Washington.

"Posso confirmar que, mais cedo neste domingo, forças dos EUA atingiram duas plataformas de lançamento iranianas na ilha de Larak Integrantes da Guarda Revolucionária do Irã foram vistos se preparando para lançar foguetes e colocar minas marítimas no Estreito de Ormuz", destacou a fonte obtida pela revista Reuters.

A Guarda Revolucionária do Irã disse que vários civis e militares teriam ficado feridos e mortos no ataque. Logo depois, Teerã teria começado uma retaliação com o bombardeio feito com mísseis contra as bases norte-americanas King Hussein e Al Azraq, na Jordânia.

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EUA vão ampliar sanções

A guerra contra o Irã começou a ser travada em fevereiro. Desde então, diversos ataques mútuos foram realizados por EUA, Israel e Irã.

Em julho, os países assinaram um acordo de cessar-fogo por 60 dias, pausando os bombardeios até o último dia 17. Agora, com o fim do tratado, os EUA prometem também ampliar as sanções econômicas contra o país persa.

“Vocês verão muito mais dessas medidas toda semana”, disse o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. “Estamos começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter dinheiro iraniano e ajudar o regime”.

Sem dar muitos detalhes, ele também afirmou que vai reforçar a mensagem junto aos países do G20 para que evitem contato com o Irã para que não tenham sanções secundárias. “Não pode haver vazamento. Ou vocês estão conosco, ou estão com os iranianos”, disse Bessent.