CSN nega IPO da CSN Cimentos e diz que venda está em fase final de negociação

Nesta terça (20), a companhia negou avaliar IPO da CSN Cimentos como alternativa à venda e afirmou que a negociação chegou à fase final.

Publicado em 20/10/2026 às 15:27h Publicado em 20/10/2026 às 15:27h por Matheus Silva
A companhia dizia mirar a venda da CSN Cimentos até o 3T26 (Imagem: Divulgação/CSN)
A companhia dizia mirar a venda da CSN Cimentos até o 3T26 (Imagem: Divulgação/CSN)
🚨 A CSN (CSNA3) rebateu nesta terça-feira (20) a informação de que poderia levar a CSN Cimentos à bolsa como saída para a demora na venda da divisão. 
Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que a notícia não condiz com a realidade e não reflete o estágio atual das negociações. Segundo a siderúrgica, o processo competitivo para a alienação da divisão cimenteira segue em fase final de negociação com os interessados.
A reação foi direcionada a uma reportagem da Coluna do Broadcast. O texto dizia que a CSN estaria com dificuldade em fechar uma proposta com os interessados na cimenteira e, citando fontes, afirmava que a empresa poderia optar por um IPO (oferta pública inicial de ações) da operação como alternativa à venda, que vinha se arrastando.
A CSN reiterou que manterá acionistas e mercado informados sobre qualquer desdobramento relevante, nos termos da regulamentação vigente.

Companhia havia prometido concluir a venda até o 3T26

O episódio chama atenção porque a venda da CSN Cimentos vem sendo tratada pela empresa como prioridade para reduzir a dívida. Nos últimos meses, a companhia afirmou diversas vezes que pretendia concluir a operação até o terceiro trimestre, prazo que terminou sem anúncio de um acordo.
Em meados de agosto, duas fontes ouvidas pela Reuters disseram que o desinvestimento continuava indefinido por causa de divergências sobre o preço. 
A CSN pretendia inicialmente vender a unidade por cerca de R$ 15 bilhões, mas, segundo essas fontes, a meta havia recuado para pelo menos R$ 12 bilhões, enquanto as ofertas iniciais giravam em torno de R$ 10 bilhões.

Disputa envolve Huaxin e consórcio entre Votorantim e Cementir

Entre os interessados que, segundo a imprensa, continuavam na disputa estavam a chinesa Huaxin e um consórcio formado pela Votorantim e pela italiana Cementir. 
A operação tem o Morgan Stanley como assessor, e a Coluna do Broadcast chegou a informar, no início do mês, que o presidente do conselho, Benjamin Steinbruch, escolheria nos dias seguintes quem receberia exclusividade nas negociações.
A venda é peça central do plano da companhia para enfrentar o endividamento. A CSN encerrou o segundo trimestre com dívida líquida próxima de R$ 40,5 bilhões, e uma operação na faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões teria peso relevante diante desse passivo. 
Foi justamente esse o desafio entregue ao novo CEO, Fabio Schvartsman, que assumiu com a missão de desalavancar a companhia.
Ao negar o IPO e reafirmar que a negociação está na reta final, a CSN tenta sinalizar que a venda segue de pé e que não há plano alternativo em estudo. 
📊 O mercado, porém, continua à espera de um anúncio concreto, já que o prazo prometido pela companhia se esgotou e a definição do comprador é considerada decisiva para o plano de redução da dívida.

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