CSN Mineração (CMIN3) corta produção e revisa projeções para 2026

A companhia reduziu a produção de minério de ferro em MG, devido ao aperto das margens.

Publicado em 29/09/2026 às 11:10h Publicado em 29/09/2026 às 11:10h por Marina Barbosa
O anúncio foi feito nesta terça-feira (29) (Imagem: Shutterstock)
O anúncio foi feito nesta terça-feira (29) (Imagem: Shutterstock)
A CSN Mineração (CMIN3) decidiu cortar a produção e ajustar as projeções para 2026, diante do cenário adversador enfrentado pelo setor de mineração. 
 
A companhia anunciou nesta terça-feira (29) a redução temporária das atividades de produção de minério de baixa qualidade da planta de beneficiamento a seco do complexo de Pires, em Ouro Preto (MG).
De acordo com a empresa, a decisão é um reflexo do "cenário mercadológico mais apertado e pressionado pela alta do custo de frete". Logo, pode ser revertida a qualquer momento, desde que as condições de mercado garantam margens melhores para esse tipo de minério.
As empresas de mineração têm enfrentado dificuldades nos últimos meses, devido à redução das compras de minério de ferro pela China e pela consequente baixa dos preços internacionais da commodity. Para completar, as empresas passaram a enfrentar maiores custos de frete diante da recente disparada do petróleo. 
Entre as mineradoras da B3, a CSN Mineração já havia sido apontada por analistas como umas das mais expostas a esse cenário, já que a empresa não tem contratos de hedge para se blindar da alta do frete como a Vale (VALE3), nem exposição ao aço como a Usiminas (USIM5). Não à toa, as ações da empresa já caíram mais de 17% na B3 em setembro.
Porém, esta não é a primeira mineradora brasileira a cortar a produção diante desse cenário. A Usiminas, por exemplo, suspendeu as operações da mina de Samambaia, em Minas Gerais, no início de setembro, em razão das "condições externas desafiadoras".

Novo guidance 

A CSN Mineração também reviu o seu guidance para 2026, para incorporar esse cenário de produção menor e custos mais altos. 
A companhia esperava produzir ou comprar de 45 milhões a 47 milhões de toneladas de minério de ferro neste ano, mas rebaixou essa previsão para a faixa entre 39 milhões e 41 milhões de toneladas.
Já a projeção para o custo caixa C1 subiu do patamar entre US$ 22 e US$ 23,5 por tonelada para algo em torno de US$ 25 e US$ 26 por tonelada.
A CSN Mineração lembrou, por sua vez, que essas estimativas envolvem fatores de mercado alheios ao controle da companhia.
Portanto, não constituem promessa de desempenho e podem sofrer novas alterações. A sua controladora, a CSN (CSNA3), reforçou a mensagem em fato relevante.

CMIN3

CSN MINERAÇÃO
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