2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
O Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa básica de juros da economia brasileira de 11,75% para 11,25% ao ano nesta quarta-feira (31). Com isso, a taxa Selic atingiu o menor patamar desde março de 2022.
📉 O corte de 0,5 ponto percentual era esperado pelo mercado e representa a quinta redução consecutiva da Selic. A taxa básica de juros atingiu 13,75% em agosto de 2022, mas vem caindo desde agosto de 2023 em meio à desaceleração da inflação.
Para o Copom, o novo corte da Selic é "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e, em grau maior, o de 2025".
Leia também: Cortes de juros não devem começar em março nos EUA, indica Powell
Depois de dois anos acima do teto da meta perseguida pelo BC (Banco Central), a inflação oficial brasileira subiu 4,62% em 2023 e ficou dentro do limite da meta, que era de 3,25%, com um intervalo de tolerância de 1,75% a 4,75%.
O mercado espera que a inflação suba 3,81% em 2024. Já para 2025, a previsão é de 3,5%, segundo o Boletim Focus. A meta de inflação, por sua vez, agora é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Além de cortar a Selic para 11,25%, o Copom antevê novos cortes de 0,5 ponto percentual no comunicado publicado após a reunião desta quarta-feira (31).
"Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário", diz o texto.
🏦 O presidente do BC, Roberto Campos Neto, já disse anteriormente que o termo "próximas reuniões" se refere aos próximos dois encontros do Copom. Novos cortes de 0,5 ponto percentual podem ser esperados, portanto, em março e maio e levariam a Selic para 10,25%. O mercado acredita que a taxa básica de juros deve encerrar 2024 aos 9%.
O Copom disse, no comunicado desta quarta-feira (31), que o tamanho total do ciclo de corte de juros "dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos".
Na avaliação do comitê, é preciso "perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas".
"A conjuntura atual, caracterizada por um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento, expectativas de inflação com reancoragem apenas parcial e um cenário global desafiador, demanda serenidade e moderação na condução da política monetária", diz o comunicado.
Na avaliação do Copom, a inflação brasileira tem se aproximado da meta, mas o cenário externo segue volátil e exige cautela na condução da política monetária.
Diante desse cenário, o Copom vê riscos de alta e baixa da inflação. Veja os riscos de alta apontados pelo comitê:
E os riscos de baixa:
Além disso, o Copom voltou a ressaltar a "importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária".
O governo tem uma meta fiscal de déficit zero para 2024, mas o mercado acredita que as contas públicas podem terminar o ano no vermelho mais uma vez e acompanham com cautela os programas governamentais que impactam os gastos públicos.
Leia também: Fed mantém juros inalterados nos Estados Unidos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Saiba quais classes de investimentos são destaques positivos no mês e quais deram dor de cabeça aos investidores
Einar Rivero, CEO da Elos Ayla, revela a rentabilidade dos principais investimentos em novembro e nos últimos 12 meses.
Títulos de renda fixa isentos financiam tanto o agronegócio quanto o mercado imobiliário.
Títulos de renda fixa isentos que financiam o agronegócio e o mercado imobiliário são favoritos dos analistas.
Analistas do banco estudaram a relação dos cortes de juros sobre a lucratividade das companhias.
Companhia vê sua lucratividade descarrilhar -39,2% durante o terceiro trimestre do ano.
Taxas oferecidas pelos investimentos do Banco Master disparam após sua venda ao BBR ser negada pelo Banco Central.
Cadastre sua conta
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?