Claudio Castro entra na mira das investigações da PF sobre o Banco Master

PF investiga aportes realizados pelo Rioprevidência no Master durante o governo Castro.

Publicado em 26/05/2026 às 11:19h Publicado em 26/05/2026 às 11:19h por Marina Barbosa
Claudio Castro foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (Imagem: Shutterstock)
Claudio Castro foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (Imagem: Shutterstock)
A PF (Polícia Federal) realiza nesta terça-feira (26) mais uma etapa da operação que investiga as fraudes ligadas ao Banco Master.
🚨 Desta vez, o foco está na possível prática de crimes financeiros no âmbito do Rioprevidência, o fundo de pensão dos aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro.
Um dos alvos da operação é o ex-governador do Rio, Claudio Castro (PL), que já havia sido alvo de outra operação da PF neste mês, por causa de supostas fraudes fiscais na Refit (RPMG3).
Os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de Claudio Castro na Barra de Tijuca.
Segundo o advogado Carlo Luchione, o ex-governador colaborou com as buscas e teve dois celulares apreendidos pelos policiais.
Outros nove mandados desse tipo foram cumpridos pela PF em outros locais do Rio de Janeiro e também em Brasília.

R$ 3 bi em aportes suspeitos

De acordo com a PF, o Rioprevidência pode ter transferido cerca de R$ 3 bilhões em recursos públicos para títulos de renda fixa e fundos de investimento do Banco Master.
💰 Desse total, R$ 970 milhões teriam sido aportados em letras financeiras do Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Já os outros R$ 2,01 bilhões teriam sido aplicados em fundos de investimentos do banco depois desse período.
Os primeiros aportes suspeitos já haviam sido revelados em janeiro pela Operação Barco de Papel, que mirou os diretores do fundo de previdência do estado do Rio.
À época, a PF disse que a operação investigava a suspeita de operações financeiras irregulares que teriam exposto o patrimônio do Rioprevidência a um "risco elevado e incompatível com sua finalidade".
A suspeita era de crimes de gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
Diante disso, o então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, acabou deixando o comando do fundo logo após ser alvo das buscas da PF. A exoneração foi assinada pelo então governador do Rio, Claudio Castro, que agora também entra na mira da PF.

O que diz a PF?

Segundo a PF, Claudio Castro teria mantido encontros frequentes com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Algumas das reuniões ocorreram no exterior, foram custeadas pelo banqueiro e coincidiram com os investimentos do Rioprevidência no Master.
A PF diz, então, que "esse relacionamento teria viabilizado o alinhamento político necessário para a liberação dos investimentos".
Além disso, indica que esse alinhamento teria influenciado a nomeação de dirigentes do Rioprevidência, para assegurar que os aportes seguiam a política de investimentos do fundo de pensão.
Diante disso, o objetivo da PF com essa operação é investigar o suposto apoio político de Claudio Castro aos aportes suspeitos realizados pelo Rioprevidência no Master.