Acordo entre União e DF vai liberar R$ 6,4 bi ao BRB (BSLI4); ações disparam
Banco estatal de Brasília reage na bolsa após avanço nas negociações com o governo federal.
A Fitch rebaixou as notas de crédito do BRB (BSLI4), alertando para os riscos da exposição do banco às carteiras de crédito fraudulentas do agora liquidado Banco Master.
💲 De acordo com a PF (Polícia Federal), o Master teria criado carteiras de crédito falsas e vendido para outras instituições financeiras. Só o BRB injetou mais de R$ 12 bilhões na instituição.
O Banco de Brasília diz que mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos e renovou a sua diretoria após o escândalo do Master.
Ainda assim, a Fitch acredita que a instituição corre riscos e diz que esses eventos revelaram "deficiências significativas de governança, controles internos e supervisão de riscos" que justificam a revisão dos ratings.
📉 A Fitch rebaixou os ratings do BRB para CCC, o que aponta para um risco de crédito substancial e uma possibilidade real de inadimplência.
A agência ainda retirou o rating de suporte do controlador, por entender que não há mais espaço para o governo do Distrito Federal prestar socorro ao BRB.
"O rebaixamento dos ratings do BRB reflete o significativo enfraquecimento da governança e dos controles internos de risco do banco após o afastamento de dois diretores", explicou.
Em relatório divulgado na terça-feira (25), a Fitch disse ainda que o envolvimento da instituição com carteiras de crédito falsas do Master "aumenta substancialmente o risco de falha do BRB", "embora o banco permaneça operacional e esteja honrando suas obrigações".
⚠️ Para a Fitch, "as investigações podem afetar significativamente o balanço, a capitalização e a franquia da entidade".
"Considerando as modestas reservas adicionais de capital do BRB e os desafios estruturais de capitalização anteriores, a Fitch acredita que a possibilidade de perdas relevantes não pode ser descartada", explicou.
Devido às incertezas sobre o impacto financeiro dessa situação, a Fitch ainda manteve os ratings do BRB em observação negativa.
Isso significa que outros rebaixamentos ainda podem ocorrer, sobretudo se o banco apresentar deterioração adicional dos índices de capital ou dificuldades significativas e por período prolongado em termos de captação e liquidez.
Em comunicado ao mercado, BRB disse recentemente que "atuou de forma diligente para promover a substituição" das carteiras de crédito fraudulentas e disse que o processo foi acompanhado pelo BC (Banco Central).
Além disso, garantiu que as atuais carteiras de crédito seguem o "padrão adequado". "O Banco permanece sólido e colaborando com as autoridades", acrescentou.
De toda forma, o BRB contratou uma auditoria externa especializada para apurar os fatos mencionados na operação da PF e afastou o seu presidente. Veja aqui como ficou o comando do banco.
Banco estatal de Brasília reage na bolsa após avanço nas negociações com o governo federal.
O ministro da Economia disse que o acordo pelo banco do governo federal prevê empréstimo do FGC com fiança bancária e sem a União.
O DF arrecadou R$ 1 bilhão com securitização junto ao BTG, mas ainda busca R$ 6,6 bilhões junto ao FGC sem resposta do Tesouro Nacional.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
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