Governo Lula lava as mãos sobre capitalização do BRB; entenda
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
A Fitch rebaixou as notas de crédito do BRB (BSLI4), alertando para os riscos da exposição do banco às carteiras de crédito fraudulentas do agora liquidado Banco Master.
💲 De acordo com a PF (Polícia Federal), o Master teria criado carteiras de crédito falsas e vendido para outras instituições financeiras. Só o BRB injetou mais de R$ 12 bilhões na instituição.
O Banco de Brasília diz que mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos e renovou a sua diretoria após o escândalo do Master.
Ainda assim, a Fitch acredita que a instituição corre riscos e diz que esses eventos revelaram "deficiências significativas de governança, controles internos e supervisão de riscos" que justificam a revisão dos ratings.
📉 A Fitch rebaixou os ratings do BRB para CCC, o que aponta para um risco de crédito substancial e uma possibilidade real de inadimplência.
A agência ainda retirou o rating de suporte do controlador, por entender que não há mais espaço para o governo do Distrito Federal prestar socorro ao BRB.
"O rebaixamento dos ratings do BRB reflete o significativo enfraquecimento da governança e dos controles internos de risco do banco após o afastamento de dois diretores", explicou.
Em relatório divulgado na terça-feira (25), a Fitch disse ainda que o envolvimento da instituição com carteiras de crédito falsas do Master "aumenta substancialmente o risco de falha do BRB", "embora o banco permaneça operacional e esteja honrando suas obrigações".
⚠️ Para a Fitch, "as investigações podem afetar significativamente o balanço, a capitalização e a franquia da entidade".
"Considerando as modestas reservas adicionais de capital do BRB e os desafios estruturais de capitalização anteriores, a Fitch acredita que a possibilidade de perdas relevantes não pode ser descartada", explicou.
Devido às incertezas sobre o impacto financeiro dessa situação, a Fitch ainda manteve os ratings do BRB em observação negativa.
Isso significa que outros rebaixamentos ainda podem ocorrer, sobretudo se o banco apresentar deterioração adicional dos índices de capital ou dificuldades significativas e por período prolongado em termos de captação e liquidez.
Em comunicado ao mercado, BRB disse recentemente que "atuou de forma diligente para promover a substituição" das carteiras de crédito fraudulentas e disse que o processo foi acompanhado pelo BC (Banco Central).
Além disso, garantiu que as atuais carteiras de crédito seguem o "padrão adequado". "O Banco permanece sólido e colaborando com as autoridades", acrescentou.
De toda forma, o BRB contratou uma auditoria externa especializada para apurar os fatos mencionados na operação da PF e afastou o seu presidente. Veja aqui como ficou o comando do banco.
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
Ao menos outras nove empresas listadas na B3 também não apresentaram o balanço no prazo.
Banco público enfrenta crise de liquidez após exposição ao Banco Master.
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