Preso no caso Master, ex-presidente do BRB busca acordo de delação premiada
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
O BRB (BSLI4) busca um parecer externo independente (fairness opinion) sobre a compra do Banco Master.
Em comunicado enviado nessa segunda-feira (19) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o BRB disse que "está conduzindo um processo preliminar de levantamento de cotações com empresas especializadas nesse tipo de avaliação".
A instituição ainda sugeriu que o serviço não deve custar R$ 17,1 milhões, como publicou o "Valor Econômico".
🏦 O BRB disse que "não recebeu propostas nos valores mencionados" na reportagem. Além disso, ressaltou que ainda não concluiu o processo de seleção ou firmou qualquer contrato.
Segundo o "Valor Econômico", o BRB teria tido dificuldades para contratar o serviço de outros bancos, que costumam cobrar US$ 500 mil por esse tipo de parecer. Ou seja, cerca de R$ 2,8 milhões na cotação atual.
Por isso, a tendência era de que a instituição recorresse a uma firma de auditoria para obter a avaliação, o que poderia encarecer o serviço.
O entendimento é de que a "fairness opinion" seria necessária para a compra do Banco Master já que a operação é complexa e o BRB é um banco público.
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O BRB anunciou no final de fevereiro um acordo para a compra de 58% do capital social do Banco Master.
💲 O negócio é avaliado em cerca de R$ 2 bilhões e, de acordo com o BRB, está em linha com "sua estratégia de expansão e fortalecimento de sua posição no mercado financeiro".
A avaliação do Banco de Brasília é de que o Banco Master agrega expertise em cartão de crédito consignado, câmbio, mercado de capitais e atacado ao seu negócio.
Já o Will Bank, banco digital do Grupo Master, poderia contribuir com a sua presenta digital, viabilizando um atendimento mais ágil e eficiente, sobretudo do público de baixa renda.
A operação, no entanto, foi recebida com cautela pelo mercado financeiro, mas também por acionistas minoritários, políticos e promotores do Distrito Federal. Isso porque o Master vinha executando uma política agressiva de captação de crédito nos últimos meses, a ponto de já deter uma das maiores carteiras de passivos do país.
Deputados e promotores ainda questionaram o processo de aprovação do negócio. E o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios chegou a pedir que a Justiça barrasse a compra. No entanto, ao final, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal permitiu a continuidade do processo.
A compra do Banco Master pelo BRB, contudo, ainda depende da aprovação do BC (Banco Central) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
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