Preso no caso Master, ex-presidente do BRB busca acordo de delação premiada
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse nesta sexta-feira (5) que o Banco Master não representa uma ameaça à saúde do sistema financeiro brasileiro.
🗣️ "Jamais. O sistema brasileiro é absolutamente hígido do ponto de vista de estabilidade. É um dos mais seguros, hígidos e solventes do mundo", afirmou Galípolo.
O BC barrou a compra do Banco Master pelo BRB (BSLI4) na última quarta-feira (3). Inicialmente, o BRB indicou que poderia recorrer da decisão. Contudo, parece já ter desistido da ideia, segundo "O Estadão".
Com isso, o mercado especula qual será o futuro do Master. Entre as alternativas apontadas, estão a venda de ativos para outros parceiros ou até uma intervenção do BC. A intervenção é citada devido à alavancagem da instituição.
💲 O Master ficou conhecido por emitir CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com taxas bem superiores ao praticado no mercado, chegando até a 150% do CDI em algumas situações. Contudo, aplicou boa parte dos recursos obtidos com esses títulos em ativos de baixa liquidez, como precatórios e direitos creditórios.
A estratégia é considerada arriscada pelo mercado. Por isso, há dúvidas no mercado sobre a capacidade financeira da instituição.
Galípolo garantiu, por sua vez, que "não há qualquer tipo de ameaça ao sistema" e que o sistema tem reservas de liquidez "abundantes", caso seja necessário.
Leia também: O que acontece com o Banco Master após BC barrar acordo com BRB (BSLI4)?
🏦 O presidente do BC evitou dar detalhes do que motivou a decisão da autoridade monetária de negar a compra do Master pelo BRB.
Ele explicou que as informações das instituições são protegidas pelo sigilo bancário. Contudo, garantiu que a decisão do BC foi tomada de forma colegiada e técnica.
"Votos, aprovações ou não de fusões e aquisições são bastante cotidianos na rotina da diretoria do Banco Central, sempre apoiados pelos diretores que vão estar embasando tecnicamente", concluiu Galípolo.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina de Vorcaro para permitir negócios com o Master.
A análise deve ser concluída até as 23h59 da próxima sexta-feira (24).
O Banco de Brasília (BSLI4) comprou mais de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de Daniel Vorcaro.
Paulo Henrique Costa teria recebido propina para facilitar transações do BRB com o Master.
O relatório já foi enviado à PF, para a adoção das "eventuais medidas cabíveis".
O BRB pediu ao STF que ativos identificados nas investigações do caso Master sejam reservados para ressarcir as partes lesadas.
Durigan negou federalização, mas disse que bancos públicos poderiam comprar ativos do BRB.
Pedido envolve possível apoio da Caixa e empréstimo bilionário do FGC.
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