Bancos puxam recuperação do IBOV pós-Flávio, mas BBAS3 fica travado
Ações do Banco do Brasil (BBAS3) não deslancharam com divulgação dos resultados do 1T26.
🚨 As ações do Banco do Brasil (BBAS3) ensaiam recuperação nesta segunda-feira (4), após uma semana marcada por forte volatilidade e especulações sobre impactos externos.
Por volta das 14h50, os papéis subiam 2,45%, cotados a R$ 18,80, após alcançarem alta de 3% no início do pregão.
A valorização ocorre mesmo sem notícias corporativas relevantes, sendo atribuída a um alívio no sentimento do mercado após os rumores envolvendo sanções internacionais perderem força.
Na última sexta-feira (1º), as ações do banco recuaram quase 7%, pressionadas por receios sobre possíveis efeitos da Lei Magnitsky, aplicada recentemente contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A apreensão teve origem em reportagem do jornal O Globo, segundo a qual o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria levado aos EUA um pedido de bloqueio de contas bancárias ligadas a Moraes.
A especulação gerou temores de que instituições financeiras brasileiras, como o Banco do Brasil — onde o ministro possui conta e recebe seu salário —, pudessem ser afetadas.
Contudo, analistas e gestores descartaram a probabilidade de sanções contra os bancos nacionais, o que ajudou a aliviar parte da pressão sobre o papel nesta segunda-feira.
Além disso, no sábado (2), o ministro Cristiano Zanin foi sorteado como relator de uma ação protocolada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca impedir o bloqueio de contas bancárias de Moraes por instituições que atuam no país.
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Apesar da recuperação pontual, a expectativa para os próximos resultados do Banco do Brasil continua moderada.
Os dados do Banco Central (BC) mostraram um lucro de R$ 500 milhões em maio, número bem inferior ao ganho de R$ 1,7 bilhão registrado em abril. A queda representa 70% de retração no mês e 85% na comparação anual.
Analistas do BTG Pactual (BPAC11) indicaram que, diante do desempenho de abril e maio, será necessário um forte resultado em junho para alcançar as projeções anteriores — algo considerado improvável, especialmente pela alta inadimplência no setor do agronegócio.
“Ao multiplicar os números de abril e maio por 1,5 vez e ajustar pelas diferenças entre os dados do BC e os números reportados, estimamos um lucro de R$ 3,35 bilhões para o BB no segundo trimestre — 24% abaixo da nossa projeção”, apontaram.
Além disso, se essa estimativa for anualizada, o banco pode encerrar 2025 com retorno sobre patrimônio (ROE) abaixo de 10%, segundo o BTG.
📊 A divulgação do balanço oficial do segundo trimestre do BB está prevista para o dia 14 de agosto, após o fechamento do mercado.
Ações do Banco do Brasil (BBAS3) não deslancharam com divulgação dos resultados do 1T26.
Com uma queda de 53% na base anual, e o guidance revisado para baixo, o espaço para proventos extras desapareceu, segundo o CFO do banco.
Analistas alertam para aumento do risco de crédito e ações oscilam forte na B3.
Com ROE de 7,3% no período, o Banco do Brasil fica abaixo dos pares, pressionado pela inadimplência no setor agropecuário.
Somados aos R$ 400 milhões já pagos na última segunda-feira (11), o banco distribui R$ 866 milhões em proventos do 1T26.
O banco irá divulgar seus números do 1º trimestre de 2026 nesta quarta-feira (13).
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O novo título de renda fixa do governo chegará primeiro aos correntistas do Banco do Brasil (BBAS3).
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