Bancários ameaçam greve na quinta-feira (20); como ficam os serviços dos bancos?

A categoria reivindica reajuste salarial acima da inflação, novas contratações e melhores condições de trabalho.

Publicado em 19/08/2026 às 08:53h Publicado em 19/08/2026 às 08:53h por Elanny Vlaxio
A paralisação é uma resposta à proposta apresentada pela Fenaban (Imagem: Divulgação)
A paralisação é uma resposta à proposta apresentada pela Fenaban (Imagem: Divulgação)
Bancários podem entrar em greve na quinta-feira (20), em uma paralisação nacional de 24 horas. A mobilização foi aprovada pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT), após assembleias realizadas por sindicatos em todo o país. Mais de 50 mil bancários participaram das consultas, e 90% votaram a favor da greve.
A paralisação é uma resposta à proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) durante a sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada na quinta-feira (13). 
A categoria reivindica reajuste salarial acima da inflação, novas contratações e melhores condições de trabalho, além de igualdade de oportunidades para mulheres, negros, indígenas, PCD (pessoas com deficiência) e pessoas LGBTQIA+. A pauta também inclui maior qualificação de mulheres na área de tecnologia.
As reivindicações foram apresentadas à Fenaban em 24 de junho, e as negociações começaram em 2 de julho. Nas últimas assembleias, as propostas dos bancos foram rejeitadas por 97% dos participantes. Entre os pontos recusados estava o congelamento do piso de ingresso e a divisão do reajuste salarial em três faixas. 
A Contraf-CUT também rejeitou a sugestão de reduzir os valores dos vales-refeição e alimentação para trabalhadores de cidades do interior, sob a justificativa da Fenaban de que essas localidades teriam custo de vida menor.
A Contraf-CUT informou, em seu perfil no Instagram, que a Fenaban havia solicitado uma pausa nas negociações depois de receber o resultado das assembleias. Caso não haja acordo até quarta-feira (19), a paralisação prevista para quinta-feira (20) poderá atingir agências bancárias em todo o país.

O que acontece com os serviços dos bancos?

A principal mudança deve ser sentida no atendimento presencial. Em caso de greve, o funcionamento das agências poderá ser reduzido ou interrompido. Por outro lado, os canais digitais dos bancos devem continuar disponíveis normalmente.
Isso significa que operações como Pix, transferências, consulta de saldo e extrato poderão continuar sendo feitas pelos aplicativos. Os terminais de autoatendimento também devem seguir funcionando para operações como saques e depósitos em envelope.