ETFs de Bitcoin ficam no azul e abrem espaço para rali de curto prazo
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
📊 Mesmo que o preço do Bitcoin (BTC) tenha cambaleado bastante no curto prazo, sobretudo desde o novo tarifaço do presidente Donald Trump neste início de abril, a maior criptomoeda do mundo tem se afastado da mínima de US$ 76,6 mil registrada nos últimos 30 dias e tem sido negociada ao redor de US$ 83,1 mil nesta quinta-feira (3). E isso tem gerado comportamentos diferentes entre perfis de investidores.
Afinal, os dados mais recentes da fornecedora cripto Glassnode mostram retorno da tendência de acumulação entre grandes baleias de Bitcoin (carteiras que possuem mais de 10 mil em BTC).
Por outro lado, investidores que não chegam a ter um Bitcoin inteiro seguem reduzindo suas posições, divergência que reforça o entendimento de que grandes bancos, gestoras de fortuna e entusiastas corporativos, como Strategy (MSTR) e GameStop (GME), parecem mais confiantes no cenário macroeconômico vigente, na visão dos analistas do BTG Pactual (BPAC11).
"Apesar do panorama ainda desafiador para os preços, a participação institucional no mercado de criptoativos tem acelerado de forma considerável nas últimas semanas. Esse movimento é evidenciado pelo lançamento de novos produtos e soluções cada vez mais alinhadas com as demandas do mercado financeiro tradicional", comentam os analistas Lucas Josa, João Galhardo e Matheus Parizotto, em relatório.
A corretora americana de criptoativos Coinbase (COIN), por exemplo, anunciou a introdução dos “Verified Pools”, um produto desenvolvido para oferecer negociação em protocolos DeFi (finaças descentralizadas) com processos de verificação de identidade (KYC, na sigla em inglês).
Tal desenvolvimento garante que cada participante seja autenticado e que os ativos sejam gerenciados com transparência e segurança, atendendo a critérios de conformidade regulatória exigidos por grandes instituições financeiras.
➡️ Leia mais: Bitcoin (BTC) cai 3% após tarifaço de Trump; saiba como podem ficar as criptomoedas em 2025
Paralelamente, a demanda por stablecoins (criptomoedas lastreadas em dólar) que ofereçam rendimentos aos investidores vem crescendo, impulsionada pelo cenário de juros elevados.
Essa tendência foi evidenciada em relatório recente do JPMorgan (JPM), projetando que stablecoins com rendimentos podem passar dos atuais 6% para até 50% de participação de mercado.
"Tamanha evolução destaca a necessidade de soluções que combinem segurança, liquidez e retorno, permitindo que protocolos como MakerDAO se posicionem estrategicamente entre os setores de DeFi e stablecoins com rendimentos", escreve o trio de especialistas do banco, em relatório.
🗣️ Eles mencionam que a stablecoin da MakerDAO cresceu de US$ 5 bilhões para mais de US$ 9 bilhões nos últimos 12 meses, evidenciando um ritmo acelerado de crescimento, o que nos deixa otimista com o ativo e acreditamos que essa é uma oportunidade para investidores se posicionarem em um mercado em rápida expansão.
Mas, riscos de insolvência também podem se abater sobre esse segmento de criptomoedas, tanto que o especialista André Franco, CEO da Boost Research, comenta os boatos de que a stablecoin First Digital USD perdeu sua paridade com dólar.
"O Justin Sun, fundador da Tron e uma figura muito contraditória, alegou no Twitter que o FDUSD não tinha as reservas totais e por isso estaria insolvente. Isso acabou gerando um medo e fez o pessoal vender naturalmente as posições, um DPEG momentâneo que foi rapidamente recuperado", explica André Franco ao Investidor10.
Logo, o fato acabou trazendo uma questão delicada para a corretora de criptoativos Binance (BNB), que viveu essa queda do DPEG, mas ao que parece, Justin Sun soltou essa notícia sem a devida comprovação e também, óbvio, sendo um concorrente por resgatar o TrueUSD no passado.
A cotação da maior criptomoeda do mundo já briga na região dos US$ 66,3 mil.
Para o banco, o tombo de mais de 50% ante o recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025 não afeta os fundamentos da criptomoeda a longo prazo.
A alta generalizada dos preços nos EUA sofre maior desaceleração em seis anos, abrindo apetite ao risco.
Filhos do presidente Donald Trump são acionistas relevantes na American Bitcoin, que precisou de grupamento de ações.
A criptomoeda opera em queda nesta segunda-feira (13), negociado na casa dos US$ 62.500, pressionado pela aversão global ao risco.
O Bitcoin derreteu 35% nos primeiros seis meses do ano, o pior desempenho desde 2022.
Segundo a Glassnode, a queda da criptomoeda reflete a realização de perdas e a baixa demanda institucional, com resgates em ETFs.
No domingo (21), Saylor postou no X o monitor de BTC da MicroStrategy indicando novas compras para o início da semana.
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