CVM bate o martelo e retira duas empresas da bolsa com dívidas bilionárias
Falta de prestação de informações motivou decisão que proíbe negociação das ações no mercado.
Em comunicado divulgado na noite desta sexta-feira (11), a B3 informou a suspensão da Spring Global do Novo Mercado (SGPS3). Esse é o segmento da bolsa de valores que reúne as empresas com o maior nível de governança corporativa.
⚖️ Segundo a B3, a suspensão não tem relação com o endividamento da companhia, que passa por recuperação judicial. A operadora da bolsa, no entanto, fala que houve ausência de eleição para os conselheiros independentes e para a instalação do Comitê de Auditoria.
A B3 disse que a decisão é fruto de uma aplicação de advertencia para os conselheiros da companhia que descumpriram normas. Tanto a Spring Global como os representantes podem recorrer da decisão em até 15 dias.
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A Spring é uma joint venture entre Coteminas (CTNM4) e a norte-americana Springs, sendo responsável pelas marcas MMartan e Artex. A empresa já não tem suas ações negociadas na bolsa brasileira desde agosto do ano passado quando foi deslistada.
Até a publicação desta reportagem, a empresa não tinha divulgado um fato relevante para comentar a decisão.
Em fevereiro, os diretores da companhia foram incluidos em processo aberto pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que apura o descumprimento de obrigações periódicas. Segundo o órgão, a empresa teria deixado de fornecer documentos importantes há mais de 12 meses.
O processo se baseia no artigo 60 da Resolução CVM 80 de 2022, que diz que "a suspensão e o cancelamento do registro não eximem o emissor, seu controlador e seus administradores de responsabilidade decorrente das eventuais infrações cometidas antes do cancelamento do registro".
Falta de prestação de informações motivou decisão que proíbe negociação das ações no mercado.
Um dos citados é Josué Gomes da Silva, diretor-presidente da Springs, dono da Coteminas e presidente da Fiesp.
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