Americanas (AMER3) diz à CVM desconhecer cálculo de suposta fraude de R$ 54 bilhões
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
💲 Após a descoberta da fraude contábil de R$ 20 bilhões em janeiro de 2023, a Americanas (AMER3) se viu em uma corrida contra o tempo para evitar o rebaixamento de seu crédito pelas principais agências de classificação de risco.
Em mensagens obtidas pela Folha de S.Paulo, executivos da empresa discutiram estratégias para ganhar tempo e tentar convencer as agências a adiar o inevitável downgrade.
Conforme revelado nas conversas, a diretora de Relações com Investidores da Americanas relatou um encontro com a S&P Global Ratings, onde a agência sinalizou que, embora não desejasse prejudicar a varejista, uma revisão de rating era inevitável.
Preocupados com o impacto que o rebaixamento teria nas negociações com os credores, os executivos buscaram negociar um prazo adicional antes que as agências tomassem qualquer decisão.
Apesar dos esforços, as tentativas de adiar o downgrade não foram bem-sucedidas. Apenas dois dias após a revelação da fraude, em 13 de janeiro, as agências de classificação de risco começaram a rebaixar os ratings da Americanas.
📊 A S&P foi a primeira, reduzindo a nota da varejista para B e, em seguida, para D, sinalizando a possibilidade de um pedido de recuperação judicial, que se concretizou pouco tempo depois.
Seguindo a S&P, a Fitch Ratings e a Moody’s também rebaixaram as notas de crédito da Americanas.
A Fitch iniciou com um corte para “CC” e logo depois para “C”, enquanto a Moody’s rebaixou inicialmente para “Caa3” e, posteriormente, para “Ca”, refletindo a gravidade da situação financeira da companhia.
O episódio ressalta a vulnerabilidade da Americanas após a descoberta da fraude, com a empresa enfrentando dificuldades crescentes para manter a confiança do mercado e dos credores.
📈 O rebaixamento abrupto pelas agências de rating não apenas confirmou os temores dos executivos, mas também acelerou o processo de deterioração financeira que culminou na recuperação judicial da varejista.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
A emissão foi formalizada por meio de escritura celebrada entre a companhia.
Instalada no shopping desde 1981, a loja ocupava um espaço de mais de 1.500 metros quadrados na entrada principal do empreendimento.
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