Juíza diz que sócios da Americanas (AMER3) sabiam da fraude contábil
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
🔈 A Americanas (AMER3) anunciou, na última segunda-feira (18), que recebeu termos de adesão e apoio ao Acordo de Apoio à Reestruturação, Plano de Recuperação Judicial, Investimento e Outras Avenças (PSA) subscritos pelo Banco do Brasil S.A., Caixa Econômica Federal, Banco da Amazonia S.A. e diversos outros detentores de títulos de valores mobiliários da empresa.
Com isso, o acordo de apoio ao plano de RJ passou a contar com o apoio de credores quirografários titulares de parcela significativamente superior a 60% da dívida da Americanas.
Veja também: Ata do Copom: BC deve realizar sequência de cortes de 0,5 ponto
A Americanas realiza Assembleia Geral de Credores nesta terça-feira (19). Um dos pontos que será votado é o aditamento e modificação da cláusula 5.1.4 do plano de recuperação judicial da companhia.
O Conselho de Administração da Americanas espera que essa cláusula, na versão do PRJ a ser votado, estabeleça que o preço de emissão das novas ações no âmbito do aumento de capital previsto no PRJ seja calculado com base no critério de 1,33x (uma vírgula trinta e três vezes) o preço médio ponderado por volume (VWAP) de negociação das ações ordinárias de emissão da companhia na bolsa de valores, nos 60 (sessenta) dias corridos imediatamente anteriores à véspera da data da aprovação do PRJ.
"Esse preço de emissão, que assumindo a aprovação do PRJ amanhã é de R$1,30/ação, ainda deve ser submetido pela administração da Americanas à deliberação da assembleia de acionistas da Companhia por ocasião da aprovação do aumento de capital", informou a Americanas em comunicado.
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
A varejista reiterou que os R$ 25,3 bilhões referentes aos lançamentos indevidos e às fraudes contábeis já foram divulgados ao mercado.
Operação apura suposta manipulação de mercado e ocultação de dívidas ligadas ao escândalo contábil da varejista.
Varejista reduziu prejuízo no 1T26 e já recebeu parecer favorável do Ministério Público.
A venda integrou o desinvestimento da Natural da Terra, que foi adquirida pela Americanas em 2021 pelo montante de R$ 2,1 bilhões.
O pedido vem três anos após a empresa protagonizar um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais brasileiro.
A varejista entrou em recuperação judicial em 2023 após a descoberta de uma fraude bilionária que abalou sua credibilidade.
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