Americanas (AMER3) consegue autorização para vender imóveis no Rio por R$ 130 milhões
A proposta de maior valor envolve um imóvel no bairro de Laranjeiras.
Investidores, comerciantes consumidores que se sentiram lesados pelas fraudes contábeis da Americanas (AMER3) podem ingressar na ação civil pública que cobra uma indenização da varejista.
⚖️ O prazo para a apresentação do pedido é de 20 dias contados a partir dessa segunda-feira (14), segundo decisão da juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
A decisão foi emitida no âmbito da ação civil pública apresentada pelo Ibraci (Instituto Brasileiro de Cidadania), que pede a condenação da Americanas ao pagamento de compensação por danos morais e indenização por danos materiais individuais provocados pelas fraudes.
⚠️ Advogado especializado em direito do consumidor e diretor jurídico do Ibraci, Gabriel de Britto Silva explicou a "O Estado de S. Paulo" que os interessados em ingressar na ação devem demonstrar o dano sofrido e apresentar provas que possam contribuir para a análise da ação por meio de petição assinada por um advogado.
A Americanas já tentou derrubar a ação do Ibraci, mas o processo segue aberto. Ainda há outra ação civil pública contra a empresa em tramitação na Justiça do Rio, de autoria do Instituto de Proteção e Gestão do Empreendedorismo.
💲 O rombo de R$ 20,8 bilhões descoberto no início de 2023 nas contas da Americanas levaram a varejista a pedir recuperação judicial e ainda hoje impactam as contas da empresa.
A Americanas teve um prejuízo líquido de R$ 586 milhões no quarto trimestre de 2024 e deve continuar em "modo de recuperação" por pelo menos mais cinco ou seis trimestre, segundo o seu presidente, Leonardo Coelho. Ele só prevê o fim da reestruturação financeira da companhia, portanto, em 2026.
A proposta de maior valor envolve um imóvel no bairro de Laranjeiras.
A varejista recebeu R$ 1,875 milhão pela venda de mais uma loja da Hortifruti Natural da Terra e chegou à 5ª de 10 unidades do contrato.
O objetivo é levantar ao menos R$ 129,9 milhões com a venda de 3 imóveis no Rio de Janeiro.
Expectativa é que acordo gere mais informações sobre esquema que provocou rombo bilionário.
A transação engloba a venda integral das operações de dez unidades deficitárias localizadas no estado de São Paulo.
Varejista divulgou balanço do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (12).
Despacho que autorizou buscas afirma que há indícios de que acionistas de referência tinham conhecimento das manipulações contábeis da companhia.
A empresa diz que as reclamações dos credores são antigas e já foram respondidas.
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