MBRF (MBRF3) dispara após aprovação de joint venture bilionária no mercado halal
Parceria com fundo saudita amplia atuação internacional da companhia, focando no público muçulmano.
A MBRF (MBRF3) nem teve tempo de comemorar a notícia da véspera e já se deparou com um prejuízo nesta quarta-feira (15). Os papéis do frigorífico caíram mais de 10% no pregão, com os ativos retornando para o patamar abaixo de R$ 20.
O desempenho vem na esteira da notícia de que o fundo de investimentos árabe Salic vendeu um bloco importante de ações da MBRF. No total, mais de 70 milhões de papéis saíram da carteira.
Os árabes disseram que o valor captado na venda será usado para quitar um negócio adquirido há alguns meses em Cingapura. Além disso, deve também servir para apoiar futuras compras dentro do Brasil.
Mesmo com a venda, a Salic mantém posição na MBRF, agora com cerca de 10% do capital social do frigorífico. Nenhum dos dois lados quis comentar o negócio.
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A decisão dos árabes foi divulgada apenas um dia depois que a MBRF informou ao mercado que obteve autorização na Arábia Saudita para a criação da Sadia Halal. A joint venture com o fundo soberano árabe nasce com um aporte de US$ 2 bilhões.
“A Sadia Halal nasce como fortalecimento da parceria com a HPDC, consolidando os ativos da MBRF na região e abrindo uma nova frente de crescimento em um mercado extremamente promissor”, afirma Marcos Molina, chairman da Sadia Halal e CEO da MBRF para a Arábia Saudita. “O mercado halal é um importante vetor de crescimento global para a indústria de alimentos, e nosso foco é fortalecer parcerias de longo prazo”, diz.
No pregão de terça, os papéis da companhia fecharam o pregão com alta de 4%, a R$ 21,80, segundo a B3. Os investidores ficaram interessados com a promessa de um eventual IPO da nova unidade de carne voltada ao público muçulmano.
Agora, os olhos do mercado estão voltados para o balanço do 1T26, que deve sair nos próximos dias. Conforme calendário divulgado pela MBRF, os números serão publicados no dia 14 de maio.
Na análise do BTG Pactual, a companhia deve aumentar em até 1% sua receita anual, chegando a R$ 40 bilhões. Por outro lado, pode perder mais de 10% em Ebitda, que pode terminar o período abaixo dos R$ 500 milhões.
“Projetamos EBITDA de R$ 483 milhões, com margens estáveis na base anual, mas recuo de 120 pontos-base ante o 4T25. A rentabilidade na América do Sul deve se contrair diante da alta nos preços do gado no Brasil, enquanto na América do Norte as margens devem permanecer pressionadas, com o EBITDA próximo do breakeven, praticamente estável no comparativo anual”, veem Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.
Parceria com fundo saudita amplia atuação internacional da companhia, focando no público muçulmano.
Frigorífico aplicou recursos em Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).
O valor equivale a R$ 0,60177382100 por ação, com base no balanço da BRF de 31 de dezembro.
O montante inicialmente ofertado era de R$ 1,9 bilhão, segundo a empresa.
Analistas explicam quais são as tendências para importantes commodities do agronegócio.
Frigorífico fruto da união entre Marfrig e BRF não foi o único nome ligado às commodities a performar bem hoje.
A companhia possui atualmente 774,6 milhões de ações ordinárias em circulação.
Frigorífico marcou o maior Ebitda de sua história, além de lucrar quase R$ 100 milhões no período.
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