Suzano (SUZB3) investe em terminal portuário sem gastar dinheiro
A empresa de papel e celulose entrará no negócio mediante aporte de terrenos de sua propriedade, agregando infraestrutura.
📈 As ações da Suzano (SUZB3) já se valorizaram quase 15% nos últimos 12 meses, e ainda podem entregar mais ganhos de capital aos seus acionistas em 2025, conforme apontam analistas da Ativa Investimentos, em relatório divulgado nesta sexta-feira (25).
Isso porque a corretora esteve presente na teleconferência de resultados com a diretoria da Suzano, que apresentou seus números do 3T24 na véspera, e saiu com a conclusão de que a exportadora busca baixar o seu endividamento no próximo ano.
"O que a empresa fará nos próximos meses não impedirá o seu movimento de desalavancagem. Seu capex (investimentos) em 2025 será inferior a 2024, já que o objetivo é trazer alavancagem para entre duas e três vezes o seu Ebitda", destaca o time de analistas.
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Devido à natureza volátil do negócio, a Suzano não fará nenhuma mudança na sua política de dividendos, mas os seus acionistas ainda podem embolsar valorização de 15% das ações em 2025.
Conforme a Ativa Investimentos, que reitera recomendação de compra, o preço justo de SUZB3 é de R$ 68 por ação nos próximos 12 meses, ante a cotação atual de R$ 59,19.
🌳 "A diretoria da exportadora espera obter uma significativa redução de duplo dígito em seu custo-caixa de celulose, após a construção do Projeto Cerrado. Na China, esse custo está entre US$ 490 e US$ 510 por tonelada, enquanto a Suzano tem custo entre US$ 560 e US$ 580 por tonelada", afirmam.
Ou seja, os diretores da exportadora contam com que os chineses fiquem mais dependentes da celulose brasileira. Atualmente, 60% do consumo interno chinês é importado, ante 70% no passado recente.
A empresa de papel e celulose entrará no negócio mediante aporte de terrenos de sua propriedade, agregando infraestrutura.
Mesmo após os cortes, o banco avalia de forma distinta, mantendo a Suzano como favorita na América Latina e a Klabin em posição neutra.
A gestão segue válida até a primeira reunião do conselho após a AGO de análise das contas de 2026.
O desempenho fraco veio do câmbio adverso, queda nas vendas e custos em alta, que juntos pressionaram os números do balanço.
Empresa finaliza aquisição de 51% da operação de tissue por US$ 1,3 bilhão e mercado reage positivamente.
A aquisição foi realizada por meio da subsidiária Suzano International Holding.
Na avaliação do banco, as ações da empresa seguem sendo negociadas a múltiplos descontados e com baixa presença nas carteiras dos investidores.
A operação prevê que a Suzano detenha 51% de participação no novo negócio.
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